quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Acidentes nas trilhas - Como prevenir
Foto: Shutterstock
Qual dica de segurança você considera ser de vital importância para um ciclista?
O ano de 2013 acabou e ficou marcado pelos vários acidentes e tombos de ciclistas nas trilhas realizadas pelos grupos e amigos que pedalam juntos. 
Assim como vemos um aumento do número de ciclistas, percebemos também um aumento do número de acidentes envolvendo tais ciclistas. 
Os dados estatísticos não podem ser apresentados aqui de maneira verídica, no entanto, os relatos cada vez mais frequentes nos chegam aos ouvidos e pela internet de uma forma triste e preocupante.
Dentre esses vários acidentes, há casos de ciclistas iniciantes e também de experientes. Infelizmente, um dos vilões é a negligência dos envolvidos por querer fazer alguma manobra mais difícil com a bike, passar no meio de dois ciclistas sem avisar, trocar de faixa sem olhar para trás, não utilizar boa iluminação ao descer lugares acidentados no pedal noturno ou até por conversar muito perto com outro ciclista.
Algumas dessas negligências acima citadas fizeram com que alguns amigos e parceiros do ciclismo parassem no hospital e, em alguns casos, precisassem até de cirurgia. 
Em outros casos, mesmo avisados sobre mata-burros, buracos, locais de difícil trânsito ou trechos com possível presença de animais, alguns não tomaram os devidos cuidados e se aventuraram demais. 
Mas podemos evitar esses tombos que prejudicam o próprio ciclista ou até mesmo o companheiro que pedala por perto. Vou descrever algumas dicas que ouvimos muito nas trilhas ou depois que acontecem os acidentes, e sobre os quais nos questionamos várias vezes:
1 - Sempre ir para as trilhas com todos os acessórios de proteção e a bike regulada.
2 - Ao pedalar à noite, levar um farol de boa iluminação. 
3 - Sempre ouvir o mais experiente e não abusar da bike. 
4 - Em passeios com muitos ciclistas, na troca de faixa ou de direção, sempre olhar para os lados e para trás.
5 - Quando quiser passar algum ciclista, avise. Não tente passar no meio de dois ciclistas sem avisar. Prefira sempre ultrapassar pela esquerda, como manda na regra de trânsito, que é como estamos acostumados. 
6 - Manter distância quando for conversar com outro ciclista para o guidão da bike não subir no outro e alguém ir para o chão. 
7 - Não descer rápido demais lugares que não conhece direito, independentemente do tempo seco ou chuvoso. 
8 - Não tentar pular algum mata-burro ou obstáculo que não tenha 100% de certeza que irá conseguir, ou até atravessá-lo de lado como muitos fazem.
9 - Em descidas de certa velocidade, manter a distância do ciclista da frente, pois assim caso algum venha a cair, há tempo para desviar do acidente. 
10 - Sempre levar um celular caso necessite de socorro rápido.
O mais importante é que você tenha consciência de grupo e, principalmente, tenha cuidado com sua segurança e a segurança do seu companheiro de ciclismo. Afinal, enfrentamos terra, chuva e todas as condições que o tempo nos impõe para nos divertir e confraternizar em grupo. Seja um ciclista consciente! 


Tão importante quanto definir qual uso você fará da sua bicicleta, é escolher um produto que case bem com o seu porte físico. O tamanho certo da sua bike vai te proporcionar mais conforto e desempenho na hora de pedalar, além de evitar posturas inadequadas e prejudiciais para a sua saúde.


Assim como qualquer produto de vestuário, na hora de escolher a bicicleta, deve-se sempre procurar um produto com um ótimo ‘caimento’. Você não terá o melhor desempenho jogando futebol com uma chuteira de numeração maior que a do seu pé, nem pedalando com um quadro desproporcional com o seu tamanho.
Hoje, a Tudo Bike dá algumas dicas de como escolher o quadro certo.
Imagem: reprodução
Para evitar problemas futuros, as dimensões do quadro devem estar de acordo com as suas! O que determina o tamanho da sua bike, é o seat tube, que é a distância entre o selim (banco) e os pedais. O que determina o comprimento do seu quadro é o top tube horizontal – a distância entre o tubo frontal (que suporta o guidão) até o cano do selim.
Um top tube mais curto é ideal para áreas urbanas, já que facilita que o ciclista se mantenha numa posição mais ereta, já para competidores, o ideal são os canos mais longos, já que o coloca em uma posição com o corpo mais reclinado, propícia para buscar mais velocidade e dinâmica.
Perceba que as numerações entre as MTB (Mountain Bike) e bikes de estradas (ou urbanas) são diferentes. Algumas empresas também trabalam com outro tipo de númeração, como S, M, L, XL. Uma pessoa de estatura baixa, entre 1,60 até 1,70, em média utiliza uma bike de porte pequeno (S-Small), enquanto entre 1,70 até 1,80 pode utilizar o tamanho médio (M) e assim por diante.
 Lembrete: sempre procure comprar sua bicicleta em lojas especializadas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Veja algumas situações que geram acidentes de ciclistas no trânsito, e lições importantes de segurança que servem de estratégia para evitar que eles aconteçam.


Como evitar ser atropelado por carros

As lições a seguir vão além das recomendações normais de segurança para bicicletas, que costumam orientar sobre o uso do capacete e seguir as leis de trânsito.
Considere isto por um momento: o uso do capacete não vai fazer absolutamente nada para impedi-lo de ser atropelado por um carro. Sim, eles podem salvar a sua vida se você se envolver em um acidente, mas o seu objetivo número um deve ser evitar o acidente. Infelizmente, muitos ciclistas são mortos por carros, mesmo que eles estejam usando capacetes. Ironicamente, se tivessem pedalando sem capacetes, mas seguissem os conselhos a seguir, talvez estivessem vivos hoje. Em outras palavras: não caia no mito de que o uso de um capacete é a primeira e última palavra em segurança de bicicleta. Prevenir é muito mais importante que remediar.
O próximo conselho mais comum de segurança da bicicleta, depois de “usar o capacete”, é “seguir a lei”, o que não ajuda muito, pois é óbvio demais e as pessoas pensam que isso é tudo o que devem fazer. Aqui você tem um exemplo: a lei diz que o ciclista tem que trafegar nos bordos da pista. Mas ao fazer isso, você se torna menos visível para os motoristas que estão estacionados, e alguém pode abrir a porta à sua frente e causar um acidente; ou o motorista que vem atrás pode passar muito perto de você por pensar que não é necessário mudar de faixa para ultrapassá-lo. Nestes casos você está seguindo a lei, mas de uma forma que pode propiciar o início de um acidente.
Por isso, não vamos falar sobre a lei, mas em situações geradoras de acidentes, e como evitar ser atropelado nessas situações.

1. Cruzamento à direita


Esta é uma das formas mais comuns de colisão, ou como maior potencial de colisão. O carro está saindo de uma rua lateral, estacionamento ou garagem do lado direito. Observe que há dois tipos possíveis de colisão: você pode ser atropelado pelo carro, ou o carro cruzar à sua frente e você bater nele.
Como evitar esta colisão
1. Obtenha um farol: se você está andando à noite, você é obrigado a usar um farol dianteiro. Mesmo para passeios durante o dia, uma luz branca brilhante intermitente pode torná-lo mais visível para os motoristas que poderiam, de outra forma, não lhe ver no cruzamento. Há novos faróis de LED que possuem boa durabilidade, e luzes para serem usadas no capacete que são muito boas, pois você pode olhar diretamente para o motorista e ter certeza de que eles veem a luz.
2. Faça com que o vejam: se não conseguir fazer contato visual com o motorista, acene com o braço, ou utilize uma buzina. Se parecer que o motorista está prestes a sair sem vê-lo, grite alguma coisa, como “bike” ou simplesmente “hei”. Você pode se sentir um pouco deslocado ao acenar ou gritar, mas é melhor do que se sentir envergonhado por ter sido atingido.
3. Vá devagar: especialmente à noite ou quando o carro tiver vidros escuros, reduza a velocidade o bastante para você ser capaz de parar completamente, se for necessário. Claro, é inconveniente, mas é melhor do que bater.
4. Ande mais à esquerda: observe que na imagem há duas linhas, A e B. Você provavelmente está acostumado a andar na linha A, muito próximo ao meio-fio, porque você tem medo de que lhe atinjam por trás. Mas se coloque no lugar do motorista. Quando ele estiver olhando para o tráfego da estrada, ele olhará mais para o meio da pista, buscando outros carros. Seu olhar não vai estar tão focado perto do meio-fio. Quanto mais à esquerda você estiver (linha B), mais aumenta a sua visibilidade com relação ao motorista. Há mais uma vantagem: se o motorista não vê-lo e começar a cruzar a estrada, talvez você seja capaz de ir ainda mais à esquerda ou acelerar até sair da rota de impacto. Este método já me salvou em três ocasiões em que o motorista conseguiu frear ao me ver; se eu estivesse mais à direita, eu teria batido no carro inevitavelmente.
Você pode se preocupar com o fato de se tornar mais vulnerável aos carros que vem de trás por estar mais à esquerda. Mas as estatísticas dizem que é mais provável um acidente em um cruzamento à frente, do que uma colisão de um carro atrás de você, no qual o motorista pode lhe ver claramente. Como ambas as posições têm risco, o ideal é variar sua posição na pista conforme as condições da pista. Em ruas rápidas, com poucos cruzamentos, posicione-se nos bordos, à direita, mas em ruas lentas com várias ruas transversais, você aumenta sua segurança ao se deslocar mais à esquerda.

2. Portada


O motorista abre a porta à sua frente e você irá atingi-la em cheio se não conseguir parar a tempo. Este tipo de acidente é muito comum.
Como evitar esta colisão.
Ande mais à esquerda: pedale o mais longe suficiente à esquerda de forma que você não bata em nenhuma porta se abrindo inesperadamente. Você pode ficar preocupado em pedalar sobre a faixa dos carros, fazendo com que a ultrapassagem deles seja dificultada, mas é mais provável você receber uma portada de um carro estacionado do que ser atingido por trás por um carro que pode vê-lo claramente.

3. Surpresa na faixa de pedestre


Você está andando na calçada, atravessa a rua na faixa de pedestres e um carro faz uma curva à direita e avança na sua direção. Os motoristas não esperam bicicletas sobre a faixa de pedestres, e é difícil para eles vê-lo nessa situação, pois estão com a atenção no tráfego dos carros. Por isso, é muito fácil acontecer um acidente nesta situação.
Como evitar esta colisão:
1. Use um farol: como já foi dito antes, ter um farol, especialmente à noite, o torna muito mais visível.
2. Vá devagar: mantenha a velocidade o suficientemente baixa para, se necessário, ser capaz de frear a bicicleta completamente.
3. Não pedale sobre a calçada: cruzar a rua de uma calçada para outra é uma manobra arriscada. Se você fizer isso no lado esquerdo da rua, corre o risco de ser atropelado como na figura. Se fizer isso pela direita, corre o risco de ser atropelado pela traseira por um carro que tenha virado à direita. Você também pode ser atingido por carros saindo de estacionamentos, garagens etc. Além disso, você se torna uma ameaça para os pedestres. São acidentes difíceis de evitar, por isso, não pedale na calçada.

4. Na contramão


Você está andando na contramão, no lado esquerdo da rua. Um carro faz uma curva à direita de uma rua lateral, garagem ou estacionamento, direto para cima de você. Eles não te veem porque estão olhando para o tráfego apenas à sua esquerda; eles não tinham nenhuma razão para esperar que alguém esteja vindo na contramão.
Ainda pior, você poderia ser atingido por um carro na mesma estrada, de frente para você. Os motoristas neste caso tem menos tempo para reagir, porque eles estão se aproximando de você mais rápido do que o normal, já que você está indo em direção a eles, ao invés de se afastar deles.
Como evitar esta colisão:
Pedale sempre a favor do tráfego, na mesma direção. Pedalar na contramão pode parecer uma boa ideia porque você pode ver os carros que estão vindo e passando por você, mas não é e a seguir está o porquê:
1. Carros que saem de calçadas, estacionamentos e ruas transversais à frente ou à esquerda, estão olhando para o outro lado da rua, não estão esperando que algo venha na contramão. Eles não o veem e irão acelerar direto em cima de você.
2. Como você vai fazer uma curva à direita? No mínimo, vai ter que quebrar várias regras de trânsito e ferir a imagem que o movimento em prol da bicicleta tenta divulgar.
3. Os carros vão se aproximar de você a uma velocidade relativa maior, pois a sua velocidade será somada à velocidade do veículo. Por exemplo: se você estiver a 25 km/h e um carro se aproxima por trás a 60 km/h, então, a velocidade relativa é de 35 km/h. Mas se você estiver na contramão, a velocidade relativa será de 85 km/h, reduzindo o tempo que o motorista tem para reagir.

5. Sinal vermelho

Você para à direita de um carro que está parado no farol vermelho. O motorista não o vê. Quando o sinal fica verde, você se move para a frente e o carro vira à direita, para cima de você. Este cenário é especialmente perigoso com veículos grandes, como ônibus e caminhões.
Como evitar esta colisão:

Não pare em um ponto cego: ao invés de parar ao lado do carro, pare atrás do primeiro veículo, ocupando um lugar na faixa do tráfego. Isso faz com que você se torne visível por todos os lados. É impossível um carro atrás de você não o vê-lo, se você estiver na frente dele. Outra opção é parar no ponto A da figura, onde o primeiro motorista pode vê-lo, ou no ponto B, atrás do primeiro carro, de modo que o segundo motorista o veja claramente. Mas cuidado para não ficar ao lado do segundo carro e o motorista não o ver também.

Se você escolheu o ponto A, atravesse rapidamente a rua assim que o sinal ficar verde. Não olhe para o motorista para ver se ele vai em frente ou vai entrar. Se você assumiu o ponto A é porque está ansioso para atravessar a rua assim que der, então, vá rapidamente, apenas tenha certeza que os carros da rua transversal já estão parados na luz vermelha.
Se você escolheu o ponto B, quando a luz ficar verde, deixe o carro da frente arrancar primeiro. Fique para trás, porque ele pode virar à direita a qualquer momento. Nunca ultrapasse um carro pela direita. Tente ficar à frente do carro atrás de você até você atravessar o cruzamento, pois senão ele pode tentar cortar a sua frente para virar à direita.
Tenha sempre bastante cuidado ao passar por carros parados à direita no farol vermelho, pois há o risco de uma porta se abrir para um passageiro sair do carro, aproveitando a paradinha, ou ser atropelado por um carro que inesperadamente decida aproveitar uma vaga de estacionamento no lado direito da rua.

6. Fechada (parte 1)


Um carro passa por você e depois tenta fazer uma curva à direita na sua frente ou à sua direita. Eles acham que você não está indo tão rápido, pois você está em uma bicicleta, e acham que dará tempo de ultrapassá-lo. Mesmo que você tiver que frear bruscamente, o motorista talvez sinta que não fez nada de errado. Este tipo de colisão é muito difícil de evitar, porque você só vai percebê-la quando estiver acontecendo, e não haverá espaço para escapar.
Como evitar esta colisão:
1. Não ande na calçada: ao sair da calçada para atravessar a rua você estará invisível aos motoristas.
2. Ande mais à esquerda: ocupar toda a pista faz com que seja mais difícil para os motoristas o ultrapassarem, e muito mais difícil de virarem à sua frente ou em cima de você.
3. Use espelho retrovisor: ao se aproximar de um cruzamento, certifique-se de que algum carro não esteja se aproximando com a intenção de contornar à direita. Mas faça isso antes de chegar ao cruzamento, pois enquanto estiver atravessando a rua, você precisa prestar mais atenção ao que está à frente.

7. Fechada (parte 2)


Você está ultrapassando um carro mais lento ou mesmo uma bicicleta, à direita, quando inesperadamente ele faz uma curva à direita para chegar a um estacionamento ou entrar em uma rua, indo diretamente para cima de você.
Como evitar esta colisão:
1. Nunca ultrapasse pela direita: se um veículo à frente de você estiver indo muito devagar, diminua o ritmo e permaneça atrás dele, especialmente em um cruzamento. Provavelmente, ele aumentará a velocidade em algum momento. Se isso não acontecer, passe pela esquerda, quando for seguro fazê-lo. Ao passar, sinalize o seu movimento à esquerda antes de começar; vale também utilizar a buzina ou outra forma para garantir que o ocupante do veículo à frente o tenha visto.
2. Olhe pelo espelho retrovisor ao virar à direita: dessa forma, evita-se bater em ciclistas que violam a dica 1 e tentam ultrapassar pela direita. Certifique-se de que não há uma bicicleta vindo na sua direção. Mesmo que a culpa não seja sua quando outro ciclista tente passar à direita e bata em você, não vai doer menos em você quando ele lhe atingir.

8. Cruzamento à esquerda


Um carro vindo em sua direção faz uma curva à esquerda bem na sua frente, ou para cima de você. Este acidente é semelhante ao primeiro caso.
Como evitar esta colisão 
1. Não pedale na calçada: quando você vem da calçada para cruzar a rua, você está fora da visão dos motoristas que estão virando.
2. Obtenha um farol: especialmente à noite, as luzes o deixam muito mais visível no trânsito.
3. Use roupas claras e com faixas refletivas, mesmo durante o dia. As bicicletas são pequenas e mais difíceis de serem notadas.
4. Não ultrapasse pela direita.
5. Vá devagar: se não puder fazer um contato visual com o motorista, diminua o ritmo de maneira que você seja capaz de parar completamente se for preciso. É inconveniente, mas pode evitar um acidente.

9. Traseira (parte 1)


Você inocentemente se move um pouco à esquerda para contornar um carro estacionado ou algum outro obstáculo na estrada, e nesse momento um carro vem de trás para cima de você.
Como evitar esta colisão:
1. Nunca, jamais, se mova para a esquerda sem olhar para trás antes. Alguns motoristas ultrapassam os ciclistas sem respeitar a distância mínima de 1,5 metro, por isso, mesmo em movimentos mínimos para a esquerda podem colocá-lo na rota de colisão de um carro que vem de trás. Utilize o retrovisor para olhar para trás. Se for realmente necessário se virar para trás, cuide para manter a linha reta, olhando por cima dos ombros, pois a maioria dos ciclistas tendem a se mover para a esquerda ao olhar para trás, o que naturalmente pode ser desastroso.
2. Não fique andando em ziguezague, entrando e saindo da faixa de estacionamento, para desviar dos carros estacionados. Você pode ser tentado a andar na pista de estacionamento onde não há carros estacionados, voltando para a pista de tráfego onde há veículos estacionados. Mas isso coloca você em risco de ser colidido por trás. Pedale em uma linha reta e constante na faixa de rolagem.
3. Sinalize: nunca se mova para a esquerda sem sinalizar. Basta apontar o braço esquerdo para o lado esquerdo. Antes, porém, verifique se algum carro não esteja se aproximando muito perto antes de colocar o braço para esquerda.

10. Traseira (parte 2)


Um carro vem sobre você por trás. Isto é o que muitos ciclistas mais temem, mas não é realmente muito comum, no entanto, é uma das colisões mais difíceis de evitar, já que você não tem contato visual constante com o tráfego que vem atrás. A probabilidade de acidente assim é maior à noite e em ruas de tráfego mais rápido e de iluminação pior. O melhor jeito de evitar isso é planejar os percursos por estradas largas ou com ciclovias, de preferência em estradas secundárias onde o tráfego seja mais lento.
Como evitar esta colisão:
1. Tenha uma luz traseira: se você está andando à noite, você precisa usar uma luz traseira vermelha intermitente.
2. Use colete reflexivo ou triângulo de segurança: estar visível é imprescindível.
3. Escolha ruas largas: ruas em que caiba um carro e uma bicicleta lado a lado, em uma situação de emergência, podem permitir uma manobra e evitar a colisão.
4. Escolha ruas lentas: quanto mais lento um carro se locomove, mais tempo o motorista tem para vê-lo.
5. Use ruas secundárias nos finais de semana: o risco de pedalar na sexta ou sábado à noite é maior, pois há mais probabilidade de haver bêbados dirigindo, saindo de festas e bares. Nessas noites, utilize ruas secundárias, de bairro, e evite as vias arteriais.
6. Utilize um retrovisor: insisto neste item, pois depois que você começar a utilizar um espelho, vai se sentir inseguro sem ele e vai se perguntar como pode pedalar todo esse tempo sem ele.
7. Não abrace o meio-fio: este é um contrassenso, mas deixe um espaço entre você e o meio-fio. Isto lhe deixa mais visível e também lhe dá um espaço para se mover caso algum veículo esteja se aproximando sem diminuir a velocidade e sem espaço para fazer a ultrapassagem.

domingo, 31 de agosto de 2014

Jonatha Junge, que trabalha com cicloturismo há 7 anos, dá dicas para quem quer conhecer o mundo de bike

Veja dicas para começar a viajar de bicicleta

Dia após dia os ciclistas vêm conquistando o seu espaço em novas ciclofaixas, ciclovias ou ciclorrotas. Essa ascensão começa a aquecer o mercado do cicloturismo, atividade que utiliza a bicicleta como meio de transporte para viajar e/ou para praticar a atividade “Não é necessário ser atleta, só precisa de disposição”, afirma Jonatha Junge, um dos proprietários da Caminhos do Sertão Cicloturismo, empresa especializada em operação e planejamento de roteiros de bicicleta no Brasil, especialmente na Região Sul.
Segundo Junge, a bicicleta é um veículo versátil. Pode ser transportada no carro, barco ou trem; cabe no quarto se a pousada não tiver estaciomento, utiliza energia renovável (a força de suas pernas) e não polui o ambiente. Além de aliar essas qualidades, o cicloturismo permite um contato mais próximo com as pessoas e a cultura local durante a sua viagem.
Junge começou a pedalar com 11 anos, em Blumenau, Santa Catarina. A partir daí, a bike se tornou seu meio de transporte, lazer, viagens e, nos últimos 7 anos, trabalho. Palestrante da Adventure Sports Fair 2012, Junge dá dicas para quem quer começar a viajar com a “magrela”:
  • Para ter mais conforto, faça uma viagem com apoio
Viagens organizadas por agências contam com guias de turismo, equipe de manutenção para bicicletas e carros de apoio. Se alguém estiver muito cansado, pode largar a bike e pegar uma carona.
  • Adapte a sua bicicleta
Bicicletas para cicloturismo são difíceis de encontrar no Brasil. “O que muitas pessoas fazem é adaptar a mountain bike”, diz Junge. É recomendável elevar o guidão e colocar um banco mais confortável. Esses ajustes simples melhoram a postura e ampliam o campo de visão. A instalação do bagageiro é essencial para viagens mais longas.
  • Comece aos poucos, na sua cidade
Antes de pensar em viajar, faça passeios curtos para ir se acostomando. “Em São Paulo as ciclofaixas são ótimos lugares para começar.” A faixa exclusiva para bicicletas funciona aos domingos, das 7h às 16h, e interliga os parques Ibirapuera, do Povo, das Bicicletas e Villa-Lobos. São de 45 quilômetros devidamente sinalizados.Utilize ciclovias, pistas destinadas para as bikes separadas fisicamente do tráfego comum. Escolha um caminho com um menor fluxo de carros (Em São Paulo existem ciclo rotas sinalizadas pela Prefeitura)
  • Se preocupe com a segurança e respeite o Código Brasileiro de Trânsito
Sempre use capacete e óculos de proteção (evita que insetos e pequenas pedras machuquem os olhos). Luvas protegem as mãos em caso de quedas. Campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo são itens obrigatórios na bicicleta.
  • Se associe a um grupo de ciclistas
Esteja sempre em contato com quem se interessa pelo assunto. Procure grupos que organizam pedaladas noturnas ou trilhas nos finais de semana. “Viajar acompanhado é mais divertido e mais seguro.”
A palestra de Junge, Cicloturismo – como começar + equipamentos, ainda pode ser acompanhada naAdventure Sports Fair na sala 2. Hoje (20) às 16h15 e amanhã (21) às 11h 45. Veja também a Oficina de Aventura: Como realizar uma aventura de bicicleta, ministrada por Eliana Garcia e Rodrigo Telles, fundadores do Clube de Cicloturismo do Brasil. Hoje às 19h e amanhã às 13h, na sala 1.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Viajar... Quem não gosta? Às vezes você se pega imaginando como seria conhecer aquele lugar bonito, mas distante, que você só conhece pelas fotos. Para muitos ciclistas, a primeira coisa que vem na mente é: quero pedalar lá! Sim, a magrela tem que ir junto, ou a viagem não será a mesma.


Bike na bagagem

Viajar com a bike na bagagem, eis o ‘desafio’. Levar a bicicleta em um carro com o auxílio de um rack é relativamente simples, mas como levar as bikes numa viagem de ônibus ou avião? Muitas empresas não aceitam transporte de bicicletas montadas ou cobram muito por isso. Além desse transtorno, a bicicleta pode sofrer arranhões e danos nos componentes.
Então, como transportar a bike em segurança?

Mala-bike e bike-case

Para resolver este problema, ciclistas foram desenvolvendo seus métodos de transporte, que vão desde plástico bolha até os bike-cases, embalagens específicas de bicicletas.
Um dos produtos mais comercializados é a mala-bike, acessório que tem se tornado item essencial para quem viaja longe com a magrela. O nome já diz tudo: trata-se de uma mala com compartimentos nos quais se abriga a bicicleta. O número de compartimentos varia conforme os modelos. Há um compartimento maior que abriga o quadro com o guidão virado em 90°, outros que abrigam as rodas (às vezes, apenas a roda dianteira) e, em alguns casos, outros menores para guardar o câmbio traseiro, os pedais etc, quando for necessário removê-los. Isso depende tanto do modelo da mala-bike quanto do tamanho e tipo da bicicleta.

A maioria das mala-bikes são fabricadas com tecidos como náilon e cordura, e algumas empresas aproveitaram isso para projetar e fabricar modelos dobráveis. Há modelos que podem ser invertidos, possuindo um compartimento que abriga todo o tecido dentro de si, transformando uma mala-bike grande em uma pequena bolsa portátil. Outros modelos possuem base rígida e/ou rodinhas e alças que facilitam o transporte.
Já os bike-cases são rígidos, podendo assim oferecer maior proteção à bicicleta. São, entretanto, mais pesados e mais caros. Enquanto uma mala-bike custa em torno de R$ 200 nos modelos mais baratos, um bike-case tem preço inicial rondando R$ 800. Uma desvantagem do bike-case é que ele não pode ser dobrado. Alguns bike-cases também possuem rodinhas e alças.
Existem ainda outras embalagens para bicicleta, como a Helium Bike Case, um modelo que combina partes maleáveis, rígidas e bolsas infláveis nas laterais para proteger a bicicleta. O preço é nada convidativo, custando $ 600 no exterior- o que com impostos e frete totalizaria em torno de R$ 3.500.
Improvisando, muitos ciclistas embalam as magrelas com papelão – a caixa da bike, obviamente, serve muito bem – além de espumas, plástico bolha e outros. São opções baratas, que dependendo da situação, dispensam uma mala-bike.

Mala-bike dá certo?

Existem vários relatos, opiniões e experiências sobre mala-bikes e bike-cases na internet, além de embalagens improvisadas. Para o público que necessita delas, as mala-bikes são muito úteis, mas não garantem tudo. O problema é o tratamento dado para as bicicletas em transporte. O descaso dos funcionários com bagagens causa danos e extravios constantemente, portanto, é bom tomar algumas medidas preventivas.
Cada tipo e modelo de embalagem tem suas vantagens, desvantagens e aplicações, então, é bom avaliar bem sua situação e saber o que é necessário.

As vantagens da mala-bike 

“Para viagens internacionais não tem jeito, é a melhor maneira, aí quanto mais rígida for melhor, e não adianta economizar. Em minha opinião a melhor mala-bike é da Evoc e a da Thule, que são semelhantes”, comenta Paulo de Tarso, presidente do Sampa Bikers, que acrescenta: “a Solid Sport tem uma mala-bike bem legal, preço bom e protege bem a bike. A desvantagem é o tamanho e a falta de rodinhas para carregar. Mas o custo benefício é excelente”.
Uma vantagem da mala-bike na hora do embarque é a similaridade com uma mala, o que pode amenizar muita implicância da parte dos funcionários. “Há tempos trouxe uma Phillips desmontada dentro de uma caixa e tive algum problema para embarcar com ela em Congonhas. Com a mala-bike, não tive nenhuma intercorrência para trazê-la no bagageiro do avião, junto com a minha bagagem. No momento do despacho informei no balcão da TAM do que se tratava, e como ela é uma bolsa ‘padrão’ para transportar bicicleta, passou rapidinho e sem custo. Pelas vantagens que oferece, uso sempre a minha mala-bike”, relata Valter F. Bustos, do Museu da Bicicleta (MuBI) de Joinville - SC.

A facilidade para transportar também é uma vantagem. Imagine-se carregando uma enorme caixa de papelão no saguão de um aeroporto. Chato, não? Agora, imagine-se carregando sua bike acomodada em uma mala, sendo facilmente puxada por uma alça, deslizando com a ajuda de rodinhas. Melhorou?
Poder guardar sua mala-bike em um espaço relativamente pequeno também é uma vantagem, sendo que em modelos dobráveis, ela cabe no alforje da sua bike ou em algum guarda-volumes.
Como último ponto entram o baixo custo da mala-bike em comparação com os bike-cases e a estética em relação ao plástico-bolha e à caixa de papelão.

Desvantagens da mala-bike

A maioria das mala-bikes são feitas de tecido. Isso significa que servem para acomodar a bike desmontada e proteger contra arranhões, mas não contra peso ou impactos, coisa que fica a cargo dos bike-cases. Infelizmente, mala-bikes de baixa qualidade não protegem a bike e podem acabar sendo dinheiro jogado fora.
O professor Arnaldo, conhecido blogueiro e atleta, é usuário assíduo das mala-bikes e descreve sobre sua experiência com alguns materiais com os quais elas são confeccionadas, e a dificuldade em encontrar um equilíbrio entre confecção, custo-benefício e peso. “A mala-bike de nylon é uma das opções mais baratas e leves. Vazia, não ocupa o espaço maior do que um livro, e é a mais indicada para transporte no carro próprio. No entanto, quando usada com muita frequência, como é meu caso, não dura muito, considerando que desde o ano 2.000, tenho acumulado mais de 400 competições e mais de uma centena de viagens por todas as partes do planeta. Para viagens de ônibus ou várias bikes no mesmo veículo, as malas confeccionadas em lona ou algum produto semelhante tem a vantagem de serem mais resistentes ao uso contínuo e não custarem tanto. Porém, ainda é necessário proteger bem as partes mais sensíveis da bike. Bom mesmo são as mala-bikes de fibra ou um misto dos três materiais, com barras internas de alumínio, que evitam mais danos à bicicleta; mas estas tem um custo bastante elevado, pois a maioria é importada. Além disso, são mais pesadas, se comparadas aos outros modelos citados, o que pode facilmente ultrapassar os 23 kg com a bicicleta e levar ao pagamento de excesso de bagagem em voos aéreos, além de ocuparem um espaço muito grande, situação que inviabiliza o seu transporte em carros pequenos”, afirma.
Enquanto é manuseada pelos funcionários, a similaridade com uma mala comum pode ser uma desvantagem, sendo tratada como uma mala qualquer. Cabe ao ciclista identificar bem sua mala-bike como portadora de objeto frágil, além de informar aos funcionários da companhia sobre o que se trata. “É engraçado andar com uma mala-bike. Os que sabem do que se trata te dão um sorriso de cumplicidade, mas a maioria te olha com o ar de pergunta: ‘O que é isso?’, e eu tenho vontade de prender um cartaz na mala escrito: É uma bicicleta! Boa viagem!”, ironiza Luli Cox.

Vantagens do bike-case

A principal vantagem dos bike-cases é que eles podem oferecer grande proteção para a bike por serem rígidos – nos modelos bem feitos, é claro. Com o relato frequente de descaso dos funcionários de companhias aéreas, um bike-case pode ser um escudo de proteção para a bicicleta.
As vantagens da similaridade com uma mala comum e a estética também se aplicam aos bike-cases.

Desvantagens do bike-case

A principal desvantagem do bike case é não poder comprimi-lo ou dobrá-lo, tornando-o pouco prático para guardar. Seu peso também pode ser incômodo. E ainda há a questão do preço, por ser mais caro do que uma mala-bike.

Quando a mala-bike ou bike-case é dispensável

 “Acredito que a mala-bike seja um acessório importante para algumas pessoas, mas não para todos que viajam com suas bicicletas. Ela garante que a bicicleta chegará protegida e inteira ao seu destino, o que pode ser fundamental no caso de uma competição, mas seu peso e tamanho geralmente são complicações no caso do cicloturismo, onde menos é mais. Se vou realizar uma viagem que envolve ter que transportar a bicicleta de avião, prefiro usar uma caixa de papelão, que geralmente são jogadas fora pelas bicicletarias, de forma que posso me livrar dela assim que chegar ao meu destino, tendo a possibilidade de montar a bicicleta já no aeroporto e sair pedalando dali mesmo. Em minha volta ao mundo toda vez que precisava colocar minha bike num avião usava uma caixa de papelão e nunca tive problemas. Não tem segredo, protege muito bem e, geralmente, não custa nada”, relata Arthur Simões, de São Paulo - SP.
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Será que você precisa de uma mala-bike? Para quem faz viagens com frequência, é sem dúvida um bom investimento, quase indispensável. Para quem viaja com frequência e quer garantia de proteção, um bike-case de qualidade é um investimento melhor ainda. Mas talvez aquela viagem de fim de ano já tenha um custo alto e uma caixa de papelão pode suprir a sua necessidade. É importante avaliar!

Minha mala-bike ou bike-case não protege bem alguns componentes, e agora?

Alguns modelos de mala-bike protegem bem os componentes maiores, mas pode deixar a desejar com relação aos pequenos e mais sensíveis.
“Em 1999, viajando para o Sulamericano de Triathlon com uma mala-bike de pano, cheguei ao destino com o garfo da minha bike entortado. Em 2001, viajando para outra competição com uma caixa de papelão, tive a caixa aberta e alguns de meus pertences roubados. Em 2008, viajando para o mundial de Xterra no Havaí, com um case rígido de má qualidade, cheguei ao destino com ele quebrado”, diz o triatleta Rodrigo Lageani, de São Paulo - SP.
Paulo de Tarso acrescenta: “os maiores problemas que tenho em viagens nesse modelo de mala é quebrar gancheira e problemas no freio a disco, empenando o disco da roda. O ideal é tirar o disco da roda”.
Mas calma! Ainda dá para aumentar a proteção da bike. “O truque é fazer da bicicleta desmontada algo rígido, monobloco e o mais leve possível, de tal forma que aguente os desaforos do transporte e fique protegida”, diz a cicloativista Renata Falzoni, da capital paulista.
Reforços de papelão, espumas, borrachas, cordas e similares podem acrescentar proteção no conjunto e evitar danos à bike.

Legislação

Há regras que devem ser consideradas com tempo antes de viajar levando a bicicleta. Obviamente existem limitações em relação ao que e quanto pode ser levado num avião ou ônibus. Uma caixa com uma bicicleta certamente não é pequena, portanto, essa área exige atenção, inclusive como fator de decisão da embalagem a ser usada.

De ônibus

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) garante ao passageiro a franquia de até 30 kg no bagageiro do ônibus, mas o volume não deve ultrapassar 0,3 m³, nem ter mais de um metro em qualquer das dimensões. O passageiro pode levar consigo objetos de até 5 kg que caibam no porta-pacotes do ônibus.
As dimensões de uma mala-bike podem exceder essas medidas, mas isso não significa necessariamente que ela será retida no embarque, já que ela não ultrapassa a cubagem máxima permitida. Há empresas que aceitam as bicicletas montadas, desde que algo as proteja e não danifique outros objetos do bagageiro, mas a grande maioria exige que elas estejam desmontadas e embaladas apropriadamente (caixa de papelão, mala-bike, bike-case).
Como prevenção adicional contra danos na bike, seria de ajuda pedir para colocar a bike no bagageiro por conta própria. Isso fica mais fácil se você chegar cedo para o embarque. É importante lembrar que nem todas as empresas de viação são regidas pelas normas da ANTT, portanto, pode haver companhias que cobram pelo transporte ou que não o permitem. A verificação prévia é indispensável.

No avião

No caso do transporte aéreo, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que a franquia dos voos nacionais para aeronaves com mais de 31 assentos é de 23 kg de bagagem. Pode-se despachar mais de um volume, desde que o peso total não exceda esse limite.
Caso o peso ultrapasse o limite da franquia, o transporte da bagagem ficará sujeito à aprovação da empresa e a cobrança por excesso de peso. Artigos esportivos deverão ser incluídos na franquia, da mesma forma que uma bagagem comum.
A maior parte das empresas aéreas exige que os pedais sejam removidos e embalados, o guidão virado paralelo ao quadro e com as extremidades embaladas, e a roda dianteira removida e afixada no quadro de modo que não se solte. Algumas também exigem que a bike fique acondicionada em algum tipo de embalagem, como uma mala-bike.
Mas existem empresas mais ‘amigas da bike’. “Em viagens pelo Brasil a dica é não levar mala-bike e viajar pela TAM. Pode levar a bike montada, sem tirar as rodas, só com o guidão alinhado com o quadro e os pedais removidos, protegida, de uma forma que o funcionário do aeroporto consiga empurrar a bike. Viajo a mais de 20 anos assim e nunca tive problemas”, recomenda Paulo de Tarso.
A TAM é a empresa de aviação que acumula as melhores experiências - o que pode ser constatado em fóruns e blogs -, não só pelo transporte gratuito da bicicleta, mas também com o tratamento dado a ela.
As normas citadas aplicam-se aos voos que saem do Brasil. Para voos com origem em outros países, aplicam-se as normas do local de origem da viagem.

Lembretes e dicas para viajar com a bike

É muito importante verificar previamente as condições da empresa com a qual se pretende viajar para evitar problemas posteriores, além de pesquisar a reputação da empresa, segurança, relatos sobre tratamento dado às bikes e similares. Isso pode evitar muita dor de cabeça.
Lembre-se do que foi relatado sobre a proteção que a mala-bike e outros tipos de embalagem oferecem para a bike. E com isso em mente, certifique-se de que a bike irá bem protegida.
Outro lembrete importante é com relação aos pneus e outros itens que usem fluidos sob pressão a bordo de aeronaves. “Ao viajar com bikes, é imprescindível murchar os pneus para que os mesmos não explodam durante o voo. Recomendo deixar os pneus numa pressão de no máximo 15 psi” e nunca colocar cartuchos de CO² dentro do case. Além de proibido, o material pode explodir durante o voo e danificar não só sua bicicleta, como outras bagagens”, diz Rodrigo Lageani.
Mas não é necessário esvaziar completamente os pneus! Em alguns casos, isso pode resultar em prejuízo. “Deve-se tomar cuidado para não murchar os pneus demais porque quem usa líquido selante em pneus tubeless corre o risco de ficar sem”, recomenda Luli Cox.
Caso a bike tenha freios a disco, deve ser colocado entre as pastilhas algo que não permita que os pistões do freio saltem para fora caso o manete seja pressionado. Bikes com freio a disco, novas e na caixa, vêm com esses espaçadores instalados. A nota fiscal da bicicleta deve ir junto, caso contrário, na volta de uma viagem ao exterior, a bicicleta pode ser taxada como produto importado, o que resultaria em pagar 60% – em alguns estados existe acréscimo de ICMS - do valor da bicicleta como imposto.

Problemas com a bagagem

Caso a bagagem sofra danos ou seja extraviada, o proprietário deve procurar imediatamente a empresa de transportes para resolver o problema ou não será atendido posteriormente.
Extravios são comuns em viagens aéreas. Para ter sua bagagem encontrada e devolvida, é necessário apresentar o tíquete da bagagem, já que ele comprova a responsabilidade da empresa sobre ela (isso também é válido em transportes terrestres). Para realizar uma reclamação, o passageiro deve preencher um formulário chamado Registro de Irregularidade de Bagagem, abreviado por RIB. É possível que a empresa se recuse a preencher o formulário. Neste caso, deve-se reclamar diretamente junto à ANAC ou órgão responsável pela aviação civil no país onde se encontra o passageiro.
Para auxiliar na recuperação em caso de extravio, identifique a mala ou embalagem da bike com seu nome completo e alguma forma de contato.
Um último ponto: talvez os funcionários não conheçam bem as regras da empresa quanto ao transporte de bicicletas, e isso é bem comum. Luli Cox dá a dica: “os preços de transporte de bike variam de companhia aérea para companhia aérea e é importante ler e saber quais são as regras. Para muitas companhias aéreas a tarifa para o Brasil é diferente, e se você embarca em um aeroporto do interior que não está acostumado a despachar bikes o atendente pode não saber e querer te cobrar errado. Portanto, tenha em mãos as normas para se proteger”.
Paulo de Tarso complementa com relação a levar a bike com rodas nos voos da TAM: “É importante ter impresso em mãos as informações do site da TAM, no menu bagagens especiais, pois muitos funcionários desconhecem essa informação e é importante bater o pé se o funcionário pedir para tirar as rodas. Não precisa”.
São vários detalhes a considerar, mas quando se trata de proteger a magrela, todo cuidado é pouco. Boa viagem para você e para a sua bicicleta!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Importante: Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística <meta http-equiv=" title="Importante: Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística "/>

Nós, abaixo-assinados, requeremos que o futuro presidente do Brasil comprometa-se com as seguintes propostas, constantes da "Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística":

Tendo em consideração que:

a) Atualmente os subsídios públicos concedidos para a mobilidade motorizada individual são muito superiores a aqueles concedidos para o transporte coletivo e para a mobilidade não-motorizada;
b) Com o crescimento da frota de automóveis, proporcionalmente aumentam a poluição atmosférica, a apropriação privada do espaço público, o tempo perdido em congestionamentos, as fatalidades de trânsito e os gastos com saúde pública, provocando a diminuição da qualidade de vida da maioria dos cidadãos;
c) A bicicleta, o caminhar e o transporte coletivo são os meios de mobilidade urbana mais socialmente justos, contribuindo para a saúde pública, a preservação ambiental, a autonomia de deslocamento e o orçamento familiar;
d) A falta de planejamento e de infraestrutura adequadas reprimem o uso da bicicleta como meio de transporte;
e) É dever do poder público garantir a prioridade, com segurança, praticidade e conforto, de pedestres e ciclistas.
Assumo, com os cidadãos brasileiros, caso seja eleito para o cargo de presidente do Brasil, o compromisso de trabalhar para cumprir as seguintes propostas, as quais constarão no meu Programa de Governo:
1) Conceder de fato prioridade, nas políticas públicas relativas à mobilidade urbana, aos modos não-motorizados, ao transporte coletivo e à integração entre eles, desta forma favorecendo a humanização do espaço público e a democratização do acesso à cidade;
2) Reduzir, com metas e ações definidas, o alto número de mortos e feridos no trânsito, dedicando especial atenção aos mais frágeis;
3) Criar um sistema de pesquisa, monitoramento e avaliação das políticas públicas, da infraestrutura cicloviária e da participação da bicicleta nos deslocamentos, assim como incluir a bicicleta no censo e nas pesquisas domiciliares do IBGE, de modo a subsidiar a elaboração de planejamento para o setor;
4) Criar rubrica específica no Orçamento Geral da União, por meio do Plano Plurianual, para custeio e investimentos em mobilidade ciclística, bem como linhas de financiamento aos municípios brasileiros para infraestrutura cicloviária, em montante crescente a cada ano;
5) Criar programa visando a desoneração tributária da cadeia produtiva da bicicleta, suas partes e peças, bem como desenvolver uma política industrial para o setor em todo o território nacional;
6) Estabelecer metas claras de aumento da participação da bicicleta na mobilidade urbana e rural, envolvendo todos os setores da administração pública federal, bem como aplicar a bicicleta nas políticas públicas sociais tais como de trabalho, geração de renda, erradicação da pobreza, defesa civil, educação, saúde e moradia;
7) Inserir infraestrutura cicloviária nas vias laterais construídas junto às rodovias federais nas revisões e nos futuros contratos com concessionárias;
8) Elaborar manual técnico com caráter normativo para subsidiar a implantação de estrutura cicloviária adequada pela união, estados e municípios;
9) Criar um Programa Nacional de Formação para técnicos e gestores públicos visando a qualificação das políticas de desenvolvimento ciclístico e dos projetos cicloviários;
10) Criar um Plano Nacional de Incentivo ao Cicloturismo como forma de aumentar o conhecimento e a proteção do patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e natural;
11) Instalar bicicletários adequados em todos os prédios públicos federais, de todas as cidades brasileiras, quando houver espaço disponível, suprimindo, se necessário, vagas de estacionamento de automóveis;
12) Normatizar a bicicleta como item de bagagem pessoal para fins de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário em território nacional;
13) Elaborar programa educativo continuado visando a criação de uma cultura de priorização dos modos ativos de deslocamento e a humanização do trânsito;
14) Criar e ampliar espaços e condições de participação da sociedade civil na formulação de políticas governamentais e em órgãos colegiados atinentes à mobilidade e ao transporte.
A “Carta Compromisso”, relação de candidatos que a assinaram, relação de apoiadores e demais informações estão em www.uniaodeciclistas.org.br/eleicoes2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A extinção  dos aros 26?

Os novos tamanhos de rodas das mountain bikes têm gerado discussões decisivas para o desenvolvimento dos produtos e tecnologias para as próximas temporadas. Em meio às novidades das 29 e 27,5, será a extinção das tradicionais 26?

A discussão 

Dificilmente outro tema tem sido mais discutido atualmente no mundo do mountain bike do que o tamanho das rodas: 26 ou 29 polegadas? Ou seria melhor o novo 27,5 – qual o tamanho ideal?   
A diferença no tamanho de raio entre um aro 26 e um 27,5 é de 12,5 milímetros. Já comparando o 27,5 ao 29, a diferença aumenta para 19 milímetros. Isso mostra que o 650B está bem mais próximo da clássica 26 e por isso alguns tendem a dizer que o 650B é o novo 26.
Para as mountain bikes com suspensão dianteira, também conhecidas como hardtails, a indústria tomou uma clara decisão, pois nessa categoria atualmente existem mais ofertas de twentyniners do que das clássicas 26. Fabricantes como a Specialized oferecem praticamente todos os seus modelos hardtails em 29 e cada vez mais modelos full suspension são lançados com tamanho 29 e o novo 650B. Enquanto a twentyniner domina o cross country, o 650B é visto cada vez mais na categoria all mountain.
Quais são as vantagens e as desvantagens entre os tamanhos de rodas? O que é possível calcular e medir? O que é sentido apenas durante a pedalada? Para dar um pouco de clareza sobre as verdades e inverdades, seguem algumas observações na perspectiva de um projetista de bicicleta, isto significa, sem emoções, apenas a matemática e a física. Abaixo seguem alguns dados técnicos interessantes:
  • Rodas grandes rolam mais confortáveis e seguras sobre obstáculos.
  • Quanto maior o diâmetro das rodas, mais tração na pedalada.
  • Rodas grandes exigem soluções técnicas para os problemas na construção de quadros, principalmente na parte traseira.
  • Rodas grandes criam uma relação desfavorável entre rigidez e peso.
  • Rodas de 26 polegadas são mais estáveis, principalmente nas torções laterais. Cargas ou forças radiais são menos críticas.
Até agora, os fatos. Mas como se sente tudo isso na trilha?    
O efeito mais marcante é durante a rolagem. Foram testados diversos tamanhos de rodas em um trecho semelhante com a mesma velocidade e observou-se as claras vantagens das twentyniners. Com menos força nos pedais foi possível manter a velocidade e nas curvas não se sentiu tanto a instabilidade das torções laterais, principalmente nas rodas.
Em uma pedalada com uma twentyniner se tem mais conforto durante a rolagem. Enquanto não se pedala por terrenos extremamente acidentados, existe uma estabilidade na pilotagem por causa da maior distância dos eixos das rodas e a maior parte traseira do quadro. Quanto mais técnico e acidentado o terreno, mais vantagens ao desenho compacto dos quadros das bicicletas com aro 26.
O que atrapalha para alguns ciclistas nas twentyniners são os tamanhos dos garfos e a posição alta de pilotagem, o que pode ser resolvido com a troca da mesa do guidão mais plana ou posição negativa, para baixo.
Para os ciclistas com mais de 1,70 m de altura, o 650B proporciona uma boa alternativa para o clássico aro 26. Para ciclistas com mais de 1,78 m de altura, as twentyniners tem sido a melhor alternativa. Se realmente as rodas 26 tiverem em risco de extinção, será um problema para os ciclistas mais baixos, talvez esse seja mais um motivo para a preservação do clássico aro 26 no mercado da bicicleta, ou não?
Ainda hoje existe o mito de que as rodas de tamanho 26 foram usadas pelos “inventores” do mountain bike por serem estáveis, o que no entanto não é verdade. A verdade é que as cruiser bikes que foram usadas como base para as primeiras mountain bikes tinham o tamanho standard de 26 polegadas.
Naturalmente, rodas com diâmetros maiores serão mais pesadas, mas com o desenvolvimento intensivo de novos produtos e materiais para os 650B e as twentyniners, teremos em pouco tempo um grande leque de opções e peso.

Pesquisa com fabricantes do mercado 

Aqui na Alemanha foi feita uma pesquisa sobre o tema tamanho de rodas com 45 fabricantes de produtos ligados ao mountain bike. A tendência é que a maioria das empresas está investindo no 650B no lugar do 26. Futuramente, eles veem o aro 26 como tamanho de aros para bicicletas de iniciantes e/ou na área do gravity (dirt, freeride e downhill), onde as bicicletas tem suspensões com curso de 160 mm ou mais.
As empresas acham que no período de três anos não haverá problemas com a reposição de peças para as bicicletas com aro 26, mas isso também depende muito da demanda no mercado.
Alguns números da pesquisa feita com 30 fabricantes de bicicletas e 15 fabricantes de peças e componentes:
  • 57% dos fabricantes de bicicletas imaginam poder manter um mercado com três tamanhos de rodas.
  • 73% dos fabricantes de peças e componentes não veem problemas em manter os três tamanhos no mercado.
  • 87% dos fabricantes de bicicletas oferecem, em 2014, bicicletas com aro 26, mas 65% deles, apenas na área para iniciantes ou gravity.
  • 80% dos fabricantes de peças e componentes terão em seus sortimentos, nos próximos três anos, peças de reposição para os aros 26.
  • 13% dos fabricantes de bicicletas planejam também em três anos, o desenvolvimento e fabricação de bicicletas aro 26, também fora do segmento para iniciantes e/ou gravity.
  • 13% dos fabricantes de bicicletas e peças veem para o futuro dificuldades para a reposição de peças para os aros 26 que será mais restringido.
  • 100% dos fabricantes de peças e componentes têm para 2014 oferta para as moutain bikes aros 26.

Qual o futuro das 26 polegadas, então?

Não temos uma bola de cristal para prever o futuro, mas fica claro que as bicicletas de aro 26’ saem perdendo com as inovações do mercado. A twentyniner é predestinada para pedaladas por trechos sem obstáculos extremos ou muito técnicos e por causa de suas ótimas propriedades de rolagem é indicada ao tour e ao cross country.
Para bicicletas que necessitam de outros requisitos na geometria dos quadros, chega ao mercado o novo 650B para categorias como all mountain e enduro, visando até mesmo o freeride e o downhill, pois nessa categoria é possível ter rodas mais robustas, correntes mais curtas e assim uma geometria mais manobrável durante a pedalada.
Existem rumores de que em breve alguns modelos de bicicletas combinarão os tamanhos de rodas, isto é,  29 na frente para uma boa e confortável rolagem e 27,5 atrás para uma traseira mais compacta e ágil.
Enquanto isso as boas e clássicas bicicletas de aros 26 perdem seu espaço para as maiores rodas e serão cada vez menos vistas, ou melhor, apenas vistas em categorias extremas como o dirt, freeride e downhill.
Todos que trabalham no ramo têm medo de perder uma tendência e ao mesmo tempo, ninguém sabe ao certo para onde segue essa viagem dos tamanhos de rodas. É claramente possível perceber, por meio da mídia especializada europeia ou nas feiras do ramo, que a indústria da bicicleta reagiu bem mais rápido com as rodas 650B fornecendo ampla variedade de produtos. As twentyniners, em seu início, sofreram bem mais para se impor aqui na Europa e a indústria demorou para desenvolver produtos.
Conversando com os entendidos da área e lendo muito a respeito é possível perceber que cada vez menos serão desenvolvidos produtos inovadores para os aros 26. Muitos fabricantes têm dado prioridade para o desenvolvimento das twentyniners e dos 650B.
No comércio, alguns lojistas alemães têm percebido também que a venda das bicicletas com tamanho 650B tem dado menos trabalho para convencer os clientes sobre as vantagens do tamanho de roda, do que as twentyniners.
É claro que existem muitos céticos em relação às novidades. Um exemplo é quando lançaram os freios a disco e de quantos reclamaram da inovação na época. Hoje a maioria nem pensa em outro sistema de freio para a sua mountain bike. Se as 26’ serão extintas não dá para saber, mas que o mercado segue para o desenvolvimento de outras medidas, isso é evidente.