sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015


O selim é uma das partes mais importantes da bicicleta no que diz respeito ao conforto. Muitos iniciantes sofrem e até desistem de pedalar por não terem um selim adequado. Veja suas características.


Selins





Largura e Formato

Esse é o ponto mais subestimado, porém, muito importante de um selim. A maior parte do conforto vem da compatibilidade da largura do selim com a distância entre os ossos do quadril de quem pedala. Como cada corpo é diferente, é muito difícil criar um padrão único de tamanho. Por mais que pareça estranho, um selim mais largo não é necessariamente mais confortável e também um modelo que seja confortável para uma pessoa pode não ser para outra. Vale lembrar que as pernas do ciclista não ficam paradas e uma largura excessiva atrapalha a pedalada. *Veja matérias a seguir.

Trilhos

O encaixe do selim com a bicicleta se dá através do canote, normalmente com um sistema que “abraça” um par de trilhos no selim. Esses trilhos, nos selins mais modernos, podem ter também diferentes diâmetros e até serem ovais, precisando assim ser compatíveis com o canote. Apesar de ser o sistema mais popular, não é o único: existem também sistemas de trilho único e até de encaixe direto, sem qualquer trilho. A função dos trilhos também é ajustar a distância do selim em relação ao guidão e alguns deles possuem uma escala impressa para facilitar a memorização quando pessoas diferentes usam a mesma bike. Os materiais usados nos trilhos podem ser: aço, titânio e fibra de carbono.

Densidade

A densidade da espuma também é outra característica presente. Ao contrário da crença popular, um selim mais macio não é necessariamente mais confortável. O “teste” de apertar a espuma com o dedo para tentar adivinhar se é confortável não traz nenhuma garantia. Em poucos minutos pedalando, a suposta espuma macia já não tem efeito e o que vai valer serão outras características da construção do selim.
Um dos itens mais populares para os iniciantes é a capa de gel. Porém, não é uma solução definitiva para quem vai pedalar além de um curto passeio. O problema é que mesmo com a maior densidade do gel, ainda vai existir pressão no local incorreto, se a largura estiver inadequada.

Flexibilidade / Base

A base na qual são encaixados os trilhos e montados a espuma e a capa muitas vezes é feita com materiais flexíveis, que se deformam um pouco ao pedalar. Alguns designs são até vazados em pontos estratégicos, para permitir essa flexibilidade.
Algumas bases são vazadas com outro objetivo: aliviar a pressão no meio do selim, que fica em contato com a zona do períneo. Essa preocupação surgiu depois de estudos apontarem que atletas que passam muito tempo pedalando podem ter problemas de fertilidade e ereção. Alguns modelos são vazados tanto na base, quanto em toda a espuma e na capa, formando um buraco em toda a parte central.
Os selins de passeio possuem duas molas grandes atrás e às vezes uma terceira na frente, prometendo aumentar o conforto. Porém, nem sempre essa é uma boa solução.

Capa

O revestimento que mantém a espuma presa à base pode ser feito de diferentes materiais. O couro é uma das melhores opções, pois é poroso e permite maior ventilação, além de ter maior durabilidade. É bom evitar materiais que sejam muito escorregadios.
Mitos
- Um selim mais largo é mais confortável.
- Capas de gel resolvem o problema de conforto.
- Quanto mais macio, mais confortável.

Peso

Mais uma vez, como em todas as peças da bicicleta, o peso aqui também é um vilão dos competidores. Alguns usam bancos sem qualquer forro para diminuir ainda mais o peso. Existem até selins todos em fibra de carbono. Os mais leves do mercado pesam menos de 80 g. Será que vale o desconforto?

Ajustes

Altura
Pedalar com o selim baixo é bastante comum entre os iniciantes, pois traz mais segurança para pôr o pé no chão ao parar e também facilita subir e descer da bike. Porém, pedalar assim é mais cansativo e pode trazer problemas aos joelhos. O importante é nunca manter a perna totalmente esticada na parte mais baixa da pedalada, mantendo o joelho levemente dobrado. Para maior segurança, os iniciantes devem subir o selim gradativamente a cada saída com a bike, até chegar na altura recomendada. O ideal é fazer um Bike Fit.
Ângulo
Normalmente, a posição mais confortável é deixar o selim horizontal, paralelo ao solo. Algumas pessoas gostam de incliná-lo um pouco, mas qualquer inclinação radical é prejudicial. Inclinar o nariz muito para cima pode aumentar a pressão no períneo e inclinar muito para baixo vai transferir o peso do ciclista mais para frente, concentrando mais nas mãos.
Distância horizontal
Essa distância deve variar de acordo com o estilo de pedalada de cada pessoa. Essa medida é mais importante para atletas, que terão um desempenho superior com a distância correta. Para os iniciantes, é importante saber que essa distância não deve ser ajustada para compensar um guidão que esteja muito para trás ou muito para frente. Para isso, deve-se trocar o avanço (peça que prende o guidão à bike).

Conforto

O conforto do selim é resultado de uma série de fatores. Como dito anteriormente, o ajuste correto é o principal a ser feito para melhorar os problemas. Logo depois, a largura adequada é o que mais fará diferença. A densidade da espuma e flexibilidade da base ficam como uma ajuda extra. Vale notar que após longos períodos sem pedalar é normal sentir desconforto nos primeiros quilômetros, especialmente porque, com pernas ainda fracas, a tendência é colocar mais peso no selim. O ideal é recomeçar gradativamente, para que o corpo se acostume. Se depois de algum tempo pedalando, com o ajuste correto, ainda houver desconforto, o recomendado é procurar um outro selim de largura mais adequada.

Tecnologia / Especiais

A empresa italiana Fizik, lançou no ano passado o selim de competição Kurve. Entre outros avanços, foi criado um sistema que promete, através de um teste simples de alongamento muscular, definir a largura correta entre três versões disponíveis. Além disso, ele vem com uma peça que altera a flexibilidade da base, alterando a relação desempenho versus conforto. Clique aqui e saiba mais.
Sempre focando em ergonomia, a alemã Ergon criou o SM3 Pro Carbon. Como destaque, o selim tem uma espuma com densidades variadas em diferentes partes, uma pequena peça amortecedora no nariz e um corpo em carbono bem fino e com trilhos conectados em pontos estratégicos para maior flexibilidade. Clique aqui e saiba mais.
Na categoria de selins leves, a marca Trigon tem um modelo um pouco mais radical: trilhos e base em carbono e, em alguns casos, sem qualquer capa ou acolchoamento.Clique aqui e saiba mais.
A Kalf desenvolve selins para Freeride Extreme, com design próprio para a execução das manobras e com a devida atenção ao grafismo. Clique aqui e saiba mais.  
Existem também selins específicos para mulheres. A Specialized tem diversos modelos específicos, que levam em consideração as diferenças corporais delas para os homens.Clique aqui e saiba mais.
O selim Brooks é muito famoso entre os ciclistas que usam a bici para passeio e cicloturismo. Ele é feito de um couro que promete se adaptar ao corpo depois de um tempo de uso. Clique aqui e saiba mais.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015


A alimentação adequada para ciclismo de longa distância!

A prática esportiva prolongada, onde treinos e provas apresentam longas durações e percursos de variados graus de dificuldade e intensidade, faz do ciclismo um esporte de grande exigência física, o que requer atenção especial em relação à nutrição. Saber a forma apropriada de se alimentar é um dos diferenciais entre a conquista, seja ela referente a competições ou como marca de bem-estar pessoal, e a derrota.
O desgaste energético e de hidratação são condições comuns na prática, em que o glicogênio, energia derivada dos carboidratos e armazenada nos músculos, está em constante declínio. A nutrição torna-se aqui uma grande aliada e pode representar o melhor desempenho do atleta, quando a reposição de energia é rápida, eficiente e de acordo com o tipo de exercício.
Para ciclistas, após uma hora de atividade, é fundamental que ocorra a reposição de carboidratos. Os alimentos ou suplementos escolhidos devem ser de fácil absorção, ou seja, simplificar o processo de digestão, e apresentarem também usabilidade durante a prática esportiva. Podem-se armazenar na bike ou na parte traseira da camisa vários tipos de gel de carboidratos, barras energéticas, bisnaguinhas, bolachas simples, banana, entre outros.
Mas, afinal, o que comer antes, durante e depois do treino?

Pré-Treino

A refeição deve ser realizada cerca de 40 min antes do treino.
- Antes de sair para pedalar sua alimentação deve ser rica em carboidratos, de baixo a médio índice glicêmico, como biscoito integral, maçã, morango, suco de frutas;
– É importante começar o exercício bem hidratado;
- Proteínas devem ser consumidas em baixas quantidades, pois ficam mais tempo no estômago e consumem mais energia para serem digeridas;
- Alimentos ricos em fibras como frutas com casca, hortaliças cruas, as castanhas, as sementes e os farelos também devem ser evitados, pois podem causar desconforto intestinal;
– Os alimentos ricos em cafeína também devem ser evitados (café, chá preto, chá mate, refrigerantes à base de cola) devido ao seu efeito diurético, podem ocasionar a desidratação;
DICA DE REFEIÇÃO: pão com geleia (sem açúcar e sorbitol), suco natural (gelado, sem açúcar e coado), fruta sem casca, de preferência pêra, maçã ou pêssego.

Durante o Terino

Para treinos superiores há uma hora.
-Leve suplementos a base de carboidratos (gel, maltodextrina)
– Repositores hidroeletrolíticos (gatorade, sports drink)
- Bastante água.

Pós-Treino

Deve ser feita imediatamente após o término do exercício, ou até no máximo duas horas.
- Suplementos pós-treino seguem a fórmula 4:1, ou seja, quatro doses de carboidratos para uma de proteína;
- Deve ser rica em carboidratos de alto índice glicêmico (pão, batata, macarrão, arroz);
- Proteínas (leite e derivados, ovos, frango, peixes ou outras fontes magras;
- Deve-se manter a hidratação após o treino (água, água de coco, repositores hidroeletrolíticos), devendo fazê-la continuamente de forma fracionada;
DICA DE REFEIÇÃO: Uma boa dica de refeição na fase pós-treino é um prato de massa com frango grelhado ou 1 sanduíche de frios + suco natural + frutas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Mountain Bike: a diferença entre as modalidades XCO e XCM!

Entre as principais categorias estão o Cross-Country Olímpico (XCO), a mais tradicional do MTB, e o Trip Trail, também denominado de Maratona (XCM).Desde sua popularização, o Mountain Bike já passou por várias evoluções, tanto nos aspectos práticos quanto técnicos, e muita coisa mudou desde aqueles dias nas montanhas de Marin County, na Califórnia. A partir das primeiras adequações nas bikes, o esporte se dividiu em algumas modalidades, tornou-se olímpico e revolucionou o ciclismo.
Na primeira, o trajeto varia de 6 a 20 km, alternando trechos bem específicos, com terrenos acidentados e topografia cheia de aclives e declives. Normalmente, as corridas são disputadas em grupo, subdivididas em várias categorias, de acordo com a faixa etária e o nível profissional de cada ciclista.
Já a Maratona é caracterizada pelos percursos longos, com variação de 20 a 40 km. Os trechos, aqui, são mais diversificados, passam por estradas de terra, trilhas e um pouco de asfalto. Uma das características com destaque na modalidade é a possibilidade de o ponto de chegada ser ou não o mesmo do início da prova. Assim, é comum a corrida iniciar em uma cidade, por exemplo, e terminar em outra.
Por isso, vale ressaltar a importância de atentar para alguns cuidados. É necessária uma boa resistência física, aliada ao grande controle psicológico para enfrentar muitos quilômetros em ritmo forte.
É fundamental, também, que o praticante seja autossuficiente, leve seu próprio suporte técnico – bolsas de hidratação, além de provisões rápidas, ferramentas e câmaras de ar de reserva.
Uma opção mais recente é o cicloturismo. O ciclista utiliza a bicicleta para passeio e longas viagens, de forma a desbravar e conhecer novas localidades, paisagens exuberantes, culturas e tradições. Neste caso, é necessário um aporte forte de equipamentos e muita sede de aventura.
Esclarecidas as diferenças entre as principais modalidades do MTB, kit para trip trail preparado, e sugestão de nova categoria dada, agora é só escolher o que mais combina com você! Vem pedalar e apaixone-se também!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015


Mais uma boa notícia aos Ciclistas: DECRETO Nº 55.790

O bike trailer permitiu aos pais ciclistas manter o prazer da pedalada acompanhado dos filhos. É uma solução versátil, prática, segura cujo uso é extremamente difundido em países da Europa e América do Norte.Uma das soluções mais inteligentes e seguras para o transporte de crianças pequenas em bicicleta é o bike trailer que também vira um carrinho quando não acoplado a bicicleta. O bike trailer suporta até  duas crianças de forma muito segura.
Muito recentemente presenciei pais ciclistas sendo impedidos de trafegar pela ciclovia da Marginal  Pinheiros com o bike trailer acoplado a bicicleta. 
Fiquei indignada com a proibição. Afinal o trailer é muito mais confortável e extremamente mais seguro que a cadeirinha, além do que, dá a liberdade e muito mais conforto para os pais pedalarem com seus filhos pequenos.
Hoje, para a minha felicidade  e de muitos outros, o Diário Oficial publicou o Decreto nº 55.790, de 15 de Dezembro de 2014, permitindo o uso de reboque em bicicleta na malha cicloviária da cidade.
Decreto nº 55.790, de 15 de Dezembro de 2014: Dispõe sobre a utilização de ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego compartilhado.
Art. 1º Fica permitida nas ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego compartilhado: I – a circulação de ciclos, incluindo bicicletas, bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos, com ou sem reboques atrelados;
Fica aí a dica…esperamos que a CPTM seja solidária a causa e faça valer o decreto!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Conheça o Connect Cycle, pedal inteligente para bicicletas

Equipado com sensores GPS e GPRS, o pedal permite rastrear a atividade física do usuário incluindo velocidade, rota, inclinação e calorias queimadas em cada corrida. Esses dados são armazenados no próprio pedal, que transmite as informações para um aplicativo por redes de celular. Assim, a pessoa não precisa carregar o celular ou um relógio toda vez que for pedalar.Se você gosta de andar de bicicleta ou ainda faz atividade física regular com a ajuda do veículo, precisa conhecer o Connected Cycle. Apresentado na CES (Consumer Eletronics Show) deste ano, o dispositivo nada mais é que uma espécie de pedal inteligente.
Além disso, como o pedal sabe a localização da bicicleta, caso ela seja roubada, é possível encontrá-la com a ajuda do aplicativo. A má notícia é que por enquanto, o projeto ainda está em desenvolvimento e não há previsão de preço e chegada ao mercado.
No entanto, a empresa por trás do Connected Cycle afirma que assim ele for disponibilizado para compra, o pedal deverá ser compatível com a maioria dos modelos de bicicletas.

sábado, 29 de novembro de 2014


Como emendar a corrente quebrada da sua bicicleta
Foto: Divulgação
Muitas vezes o ciclista se depara com situações complicadas e de risco em lugares distantes de oficinas mecânicas, como trilhas em montanhas ou estradas off-road. Mesmo se ele não estiver longe da cidade é sempre útil saber realizar pequenos reparos. Em caso de quebra de corrente é possível efetuar um reparo rápido e eficiente.
A quebra da corrente pode ocorrer por diversos motivos:
  • Corrente nova.
  • Emenda imprópria para a corrente (marcas diferentes).
  • Emenda mal feita.
  • Utilização incorreta das marchas.
  • Força inadequada nos pedais.
  • Desgaste da corrente.
Se a corrente romper é preciso ter alguns itens em mãos. Não deixe de levar com você para um pedal mais longo:
  • Uma ferramenta como a Mini Ferramenta S-Slide com 20 funções da PRO.
  • Uma emenda de corrente (pino de ligação).
Para o reparo de correntes Shimano recomendamos efetuar a emenda com um pino Shimano. É importante estar atento ao pino, pois existe um adequado para cada tipo de corrente (7, 8, 9 ou 10 velocidades). 

 

 

Sobre os pinos de emenda:

  • Para correntes de 7 e 8 velocidades: pino de cor preta
  • Para correntes de 9 velocidades: pino de cor prata
  • Para correntes de 10 velocidades: pino de cor cinza (com duas ou três linhas)
Para aumentar o nível de resistência da corrente de 10 velocidades, existe um sentido correto para realizar a emenda; as inscrições devem ficar para o lado de fora (ver figura explicativa). Para as outras correntes (7, 8 e 9 velocidades), não existe um lado específico para realizar a ligação.
O próximo passo é inserir o pino de ligação entre as partes que se soltaram. Para isso, é importante notar que o elo interior deve estar voltado para trás e o exterior para frente. Sendo assim, é só pegar a ferramenta e utilizar a chave para retirar a parte quebrada da corrente formando dois elos novos, inserir o pino no local e fechar com a chave (ver figura explicativa). O final do pino deve ficar bem rente à placa da corrente.
Depois se deve quebrar a parte excedente do pino. 
Observações importantes sobre o reparo
É necessário colocar um pino de ligação novo a cada emenda. 
Nunca se deve reutilizar o pino. 
Nunca se deve abrir a corrente na parte emendada.

 

 

 

Sobre a Mini Ferramenta S-Slide 20 da PRO

É uma ferramenta muito compacta com vinte funções. Possui corpo em liga com ferramentas em aço niquelado, tem design integrado, é leve (166 g), possui chaves sextavadas 2; 2,5; 3; 4; 5; 6; e 8  mm, chaves de fenda 1 e 2 Normal e Philips, Torx T25, três chaves de raios, chaves de caixa 8, 9, 10, desmonta pneus (amovível mediante uma função deslizante), possui descravador de corrente com pino Shimano para correntes de 7, 8, 9 e 10 velocidades e vem com embalagem de proteção PRO.


domingo, 2 de novembro de 2014


Vários tópicos importantes podem ser elencados ao se tratar de freios a disco hidráulicos. Vamos a eles.


Freio a disco hidráulico
Foto: Shutterstock

Pastilha

As pastilhas de freio a disco hidráulico para bicicleta são idênticas às utilizadas em veículos automotores, guardadas as devidas proporções.
São geralmente construídas em aço, mas podem ter a base confeccionada em alumínio ou titânio. Essa combinação de materiais visa geralmente alívio de peso e manutenção de calor.
Já a “almofada”, que é a parte que toca o disco, pode ser feita de materiais diversos, mas os diferentes tipos de constituição da pastilha afetam diretamente na potência e sensação de frenagem. 
Atente-se para a hora de substituir as pastilhas! A maioria dos freios a disco hidráulicos atuais possui sistema aberto, ou seja, ao passo que a pastilha se desgasta o freio compensa esse “espaço” com fluido de freio. Assim, a sensação é de um freio eficiente mesmo com as pastilhas bem gastas.
Apesar dessa sensação de normalidade, caso a pastilha se desgaste completamente, poderá resultar na possível destruição do sistema de freio devido a superaquecimento resultante do contato de aço com aço, ou seja, disco com a base da pastilha.
Normalmente os fabricantes informam as dimensões mínimas para utilização segura em seus manuais de uso.  Sempre consulte o manual de seu equipamento, pois existem informações importantes que devem ser levadas em consideração.

Mangueiras

As mangueiras de freios a disco são responsáveis pela condução do óleo dentro do sistema de freio. Vale a pena fazer averiguação periódica na estrutura das mangueiras, uma vez que ao longo do tempo e com o atrito normal decorrente do uso, as mangueiras podem apresentar desgastes decorrentes do atrito com conduítes e/ou outras partes da bicicleta.
Esse desgaste leva à fragilização da mangueira que, devido a grande pressão interna, pode vir a se romper caso haja alguma fissura.
Caso a mangueira esteja muito comprida ou muito curta, procure um profissional para fazer a adequação; se muito longa, reduzir, se muito curta, substituir. Aconselho procurar um profissional devido à complexidade do processo, demanda de material e equipamento adequado para a tarefa.

Troca de fluido

O momento ideal para a troca do fluido de freio é quando o freio sofre alterações na potência e, caso seja possível visualizar (alguns reservatórios permitem ser abertos), trocar o fluido ao notar alteração na coloração original do mesmo.
Com o passar do tempo e devido ao uso, o fluido acaba sendo contaminado com resíduos liberados dentro do sistema, daí a necessidade de troca periódica do fluido.
No caso do fluido DOT, atente para o fato de que esse fluido é higroscópico, ou seja, possui a característica de absorver umidade do ar. Nesses casos a manutenção deve ter intervalos menores que no caso de um freio que utiliza fluido mineral, apesar de seguir a mesma regra: ao sentir perda de potência ou qualquer alteração no freio, procure um mecânico para inspeção.
Importante! 
Sempre procure um profissional que utilize ferramental e metodologia indicada pelo fabricante.

Contaminação

Os freios a disco para bicicleta possuem certa sensibilidade quanto à contaminação, portanto, deve-se evitar tocar nos discos.
Um motivo muito evidente é que eles podem estar quentes. Outra razão é que nossas mãos invariavelmente não estão tão limpas e carregam resíduos de gordura.
Assim, se você toca no disco, poderá diminuir a eficiência de frenagem e provocar ruídos (oleosidade da pele).
Outro tipo de contaminação se dá no momento da sangria, quando o mecânico inicia o procedimento (caso ele não remova algum resíduo de terra ou sujeira) contido no bico da sangria, esse resíduo é literalmente empurrado para dentro do sistema de freio, contaminando o fluido e causando arranhões nos pistões e pinças do freio.
Não existem formas 100% eficientes para limpeza de discos e pastilhas, portanto, evite ao máximo a contaminação.

Processo de queima

Processo que deve ser realizado em todo e qualquer freio a disco para garantir uma boa frenagem. Essa informação está presente nos manuais de utilização dos melhores freios. Nunca deixe de seguir as instruções de uso de seus equipamentos, somente assim pode ser garantido o melhor desempenho dos equipamentos.
Como deve ser feito? O processo de queima é simples e consiste em transferir uma pequena camada de composto da pastilha ao disco do freio. Isso aumenta consistentemente a eficiência do freio.
Os discos precisam ser queimados e as pastilhas precisam ser polidas. Ao substituir um ou outro, ou em uma bicicleta nova, siga os passos abaixo para obter o máximo proveito de seus freios.
 
• Lembre-se sempre de que se um disco é substituído, as pastilhas devem ser substituídas também.
 
• Queimar num disco refere-se à transferência de um pouco do composto do bloco para a superfície do disco. Isso ajuda na aderência da pastilha ao disco. Polimento das pastilhas se refere a polir a superfície das pastilhas de modo que elas tenham uma maior aderência ao disco.
 
• Leva cerca de 20 paradas para que a queima ocorra. É importante fazer isso em condições seguras.
 
• De preferência no asfalto, pegue a bike e pedale até alcançar uma boa  velocidade e, em seguida, com firmeza e uniformemente, acione os freios até que a bike venha a quase uma parada completa. Repita esse processo de 10 a 20 vezes.
 
• Se a bike for usada muito antes da queima, o processo pode ser arruinado. Sinais de que isso ocorreu são ruídos e falta de potência.

Ajustes

• O ajuste de alcance é a possibilidade de aproximar ou afastar do guião a alavanca de acionamento do freio.
• Curso livre é o ajuste que determina o quanto a maçaneta de acionamento se move sem acionar os pistões.
• Contato é o ajuste da distância entre o disco e as pastilhas de freio.
É isso! Sempre procure orientação profissional e utilize equipamentos e peças de reposição originais.