terça-feira, 20 de outubro de 2015

Regular a altura correta do selim da sua bike pode evitar dores e até lesões, além de garantir que você terá uma performance melhor na sua pedalada. Estudos indicam que um selim com a altura errada pode acelerar em até 12% a sua fadiga. Então, vale a pena verificar se realmente ele está bem ajustado.
Há 4 métodos que são usados para ajustar corretamente a altura do selim da bike. Na verdade, o primeiro considero antiquado e desatualizado. Mas, vamos lá.. 
01 – Método Heel
Este primeiro método, o qual acho antiquado e desatualizado, é também muito utilizado por vendedores de lojas de bikes.
O ciclista deve subir na bike e apoiar o calcanhar no pedal usando tênis ou sapatilha. Para saber a altura do selim, a perna deve ficar quase esticada.
Apesar deste método ser muito difundido, não há uma evidência científica mostrando que é correto. Há apenas o “disse-que-me-disse” e sempre o selim acaba ficando um pouco mais baixo do que é necessário.
O professor Will Pelever, da Universidade de Mississippi, tem estudado e escrito sobre bike fit, e sobre este método ele afirma: o principal problema do método de Heel, é que não é levado em conta as variações individuais no fêmur, tíbia e comprimento do pé.
02 – O método do 109%
Este método foi desenvolvido e documentado por Hamley & Thomas em 1967.
Testando inúmeros tipos de selim, constataram que o ajuste ideal na altura do selim, se deve à proporção de 109% da altura do cavalo do ciclista, que é a altura das pernas, medida do solo até a virilha, sem o uso de calçados ou sapatilhas.
Para um resultado mais próximo do ideal, é medido 3 vezes e tirado a média.
Aplicando-se o resultado da média da altura do cavalo por 109%, deve-se medir a distância de uma linha imaginária partindo do centro do eixo do pedal, até a linha plana do selim.
Este método revelou-se muito eficiente e foi usado por muitos treinadores profissionais. Porém, novos estudos do professor Pelever apontou que este método é inferior ao próximo da lista (Método de Holmes), tanto em termos de produção como economia de energia.
03 – Método LeMond
O Método LeMond é uma variação do Método dos 109%.
Usada pelo tri-campeão do Tour de France, Greg LeMond, este método consiste em pegar a altura do cavalo (descrito acima) e calcula-se o resultado na proporção de 88,3%.
O resultado deve ser aplicado na bicicleta, ajustando a altura do selim por uma reta imaginária que inicia no centro do eixo do movimento central, até a linha plana do selim.
O professor Peveler mostrou que este método muitas vezes resulta em uma altura de selim diferente do Método dos 109%, embora funcione para muitas pessoas.
Mesmo assim, pode não ser a ideal, quando o ciclista em questão possuir os ossos do fêmur um pouco maiores do que o normal.
04 – Método de Holmes

Este método foi originalmente desenvolvido com a finalidade de reduzir o excesso de lesões no ciclismo, e tem uma abordagem completamente diferente dos métodos anteriores.
É a técnica usada por profissionais de BikeFit, e requer ferramentas específicas, algumas vezes sendo usados até equipamentos de rastreamento visual conectados a computadores.
Basicamente é usado uma ferramenta conhecida como goniómetro, popularmente como transferidor de ângulo, o qual mede o ângulo da articulação do joelho.
Holmes, o criador do método, recomenda que o ângulo de abertura a partir do joelho esteja entre 25 e 35 graus. Caso o atleta tenha histórico de tendinite na patela, quanto mais perto dos 25 graus, melhor.
O professor Peveler pesquisou e afirmou que este método é superior à todos os outros. Ele também comenta: “Não estranhe se depois de ajustar a altura do selim utilizando um goniómetro você se sentir desconfortável. Normalmente você se acostuma totalmente com a posição entre 2 e 3 semanas. Depois, você se acostumará e se sentirá confortável, além de melhorar o seu desempenho.”
Em alguns casos, é preciso alguns ajustes mínimos, caso o desconforto não passe. O ângulo de 25 graus no joelho é um ponto de partida. É preciso verificar também se, quando você pedala, seu quadril não balança, ou rebola. Caso balance, certamente haverá um excesso de extenção da perna em questão, e pequenos ajustes ou até troca de alguns componentes da bicicleta serão necessários.