sábado, 26 de dezembro de 2015

Os pedais cleats ou pedais clip surgiram por volta de 1985 através do engenheiro francês Michael Beyl (funcionário da empresa Look na época). O pedal se encaixava em uma plataforma fixada na sola de um sapato especial (sapatilha), permitindo o aumento do rendimento, pois só soltava com o movimento de lateral do tornozelo.
 

Arte representativa do funcionamento do pedal clip
Enganam-se os que pensam que a principal vantagem da sapatilha é a possibilidade de se fazer a puxada na fase posterior da pedalada para se completar o ato popularmente chamado de "pedalar redondo". Estudos recentes feitos por médicos e Bike Fitters, indicam que a ação de se "puxar o pedal" é praticamente irrelevante se comparada à potência que se aplica no ato de pisar. Além disso o estudo mostra que aplicando força para cima (na fase posterior) na pedalada, você corre o risco de sofrer algumas lesões tais como, dores na região lombar, no quadril e até problemas com nervo ciático.  Muita gente não sabe, mas esta tecnologia foi herdada dos esquiadores, que já andavam com os pés "clipados" em seus esquís. Tal tecnologia foi adaptada nas competições de bicicleta e visto o resultado positivo, pouco tempo depois os pedais "clip" já começaram a ser produzidos em grande escala para o ciclismo no geral e em outros esportes como no remo por exemplo. 
Apesar da eficácia, ainda existem dois fatores principais que de certa forma ainda "impedem" os ciclistas iniciantes de largarem seus tênis e começarem a pedalar com segurança usando a sapatilha: 1 - MEDO DE CAIR.  Este é inevitável, mas não se assustem!  Seu cérebro precisará de pouco tempo para assimilar a informação de que você está pedalando com os pés presos. Com isso ocorrerão quedas bobas, em sua maioria quando você parar a bicicleta ela tombará de lado rsrs (é engraçado eu já caí assim!). O ideal é que assim que você sair com a sapatilha, faça alguns pedais em percursos não acidentados e de baixa velocidade, treinando "clipar" e "desclipar" os pés. Em pouco tempo esse movimento se tornará automático e você sentirá mais confiança e segurança ao pedalar. 
2 - PREÇO RELATIVAMENTE ALTO Reparem que eu disse PREÇO ($$$,$$) e não VALOR. São coisas diferentes! O VALOR é muito maior e o PREÇO vai se tornar totalmente justificável ao final da sua leitura, vistos os benefícios deste produto.  Diferente do tênis, a principal característica da sapatilha é a sua sola extremamente rígida. Esta por sua vez serve como uma plataforma que distribuirá a pressão dos pés sobre os pedais, que são bem menores que os comuns, otimizando a transferência da força que vem das suas pernas.
Quando pedalamos de tênis, a sola do mesmo se dobra, fazendo com que boa parte da força da sua pedalada seja desperdiçada com este movimento.  Outra vantagem percebida imediatamente é o aumento da performance, já que com os pés presos à bicicleta, ela torna-se uma extensão do seu corpo. Principalmente nas trilhas e em descidas esburacadas isso é fundamental, pois o controle da bicicleta passa a ser quase que total.
O conforto provém a partir do correto posicionamento do taco nas sapatilhas, fazendo com que os pés fiquem no lugar ideal, desde que este ajuste seja feito por um profissional competente. Do contrário poderá acarretar sérias lesões ao ciclista!  No início não é tão confortável quanto se pedalar de tênis, mas depois de algumas pedaladas elas estarão "moldadas" aos seus pés, que estarão muito mais protegidos em caso de quedas ou até mesmo pedras ou galhos pelo caminho.  No caso de uma queda em meio a pedras, por exemplo, o cabedal de pano do seu tênis não será resistente o suficiente para proteger o seu pé, e mesmo que proteja irá rasgar. Quanto mais cara for a sapatilha, mais tecnologias ela terá! Tire suas dúvidas antes de finalizar a compra com o profissional que lhe atende sobre os tipos de materiais usados, solados, presilhas, tipos de pedal, etc... Estes são detalhes que podem fazer a diferença para seu estilo de pedalada.
Em um contexto geral, os benefícios citados acima sirvam para todas. Com certeza você irá encontrar uma que se adeque perfeitamente ao seu uso e caiba no seu orçamento, seja para lazer ou competição. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

O site Eu Vou de Bike apresentou esse excelente texto a respeito dos primeiros socorros para ciclistas vale a pena conferir:

Primeiros Socorros no pedal – Noções básicas

Quem pedala está sujeito a acidentes, sejam eles simples tombos por esquecer de desclipar ou até mesmo atropelamentos mais graves. Existe uma série de cuidados que podem ser tomados, caso seja você mesmo o acidentado (se estiver consciente) ou se estiverem em grupo, e algum membro sofrer o acidente. Segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro, somos obrigados à prestar socorro às vítimas de acidentes ou males súbitos, sob pena de processo por omissão de socorro. A pena por omissão de socorro pode chegar a até 1 ano de detenção, podendo ser agravada se chegar à lesão corporal e até a triplicar, caso haja morte decorrente. Por prestar socorro entende-se sinalizar o local do acidente, e chamar ajuda especializada, porém existem casos onde torne-se necessário uma intervenção maior de quem está socorrendo, até a chegada da ajuda especializada. No caso de nós ciclistas, o uso de equipamentos de proteção (capacetes, luvas, óculos) já é de grande ajuda, evitando lesões mais graves na maior parte dos acidentes. Porém, mesmo com as devidas proteções, as vezes, acabamos por nos lesionar.
Na ocorrência de um acidente, basicamente, devemos:
  • Manter a calma e não fazer nada por instinto, pensando antes de executar. Devemos ainda confortar a vítima, sem mexer nela. Deve-se trabalhar com a máxima de que “toda a vítima de acidente possui lesão cervical até se provar o contrário”.
  • Sinalize e garanta a segurança do local do acidente para evitar outros acidentes.
  • A seguir, procure socorro, nunca abandonando o acidentado. Use o celular, pare algum veículo ou procure um telefone público.
  • Se estiver em grupo, controle a situação e distribua as tarefas para as outras pessoas: um sinaliza o local, outro conforta a vítima, e outra procura ajuda.
  • Em caso de tombos leves, observe as reações do acidentado. Se ele se levantar sozinho e espontaneamente, isto é bom sinal.
Passo-a-passo para os primeiros socorros:
  • Verificar se a vítima está consciente ou não
  • Sinalizar e isolar o local do acidente
  • Checar os sinais vitais, tais como a respiração (use o dorso da mão para sentir), e pulso (encoste a mão no pescoço procurando sentir a pulsação)
  • Perguntar a vítima: onde dói, nome, onde reside, idade e telefone. Estas informações são importantíssimas, pois o estado de uma vítima é inversamente proporcional ao número de informações obtidas.
  • Observar atentamente as reações da vítima, procurando mantê-la longe do sol e do frio.
* Existem algumas ocasiões onde o acidentado deve ser removido imediatamente. Confira:
  • Quando não houver mais nada a fazer no local
  • Quando a remoção for essencial para a vida da vítima
  • Quando o local oferecer risco iminente para a vítima, por exemplo; a vítima estar sob uma árvore prestes a cair.
O que fazer até a chegada do socorro:

Hemorragias:

Nesta urgência tudo depende do tamanho do corte. Em cortes pequenos com sangramento, podemos até improvisar pontos falsos com esparadrapo. Já para estancar uma hemorragia, o método mais eficaz é fazer compressão direta sobre a área, até com a própria roupa da vítima. Outro método é elevar o membro atingido, usando a gravidade a favor. Se não funcionar, a solução é improvisar um garrote ou torniquete, com um pedaço de tecido ou com uma fita de borracha (que pode ser uma câmara sobressalente, por exemplo), tomando o cuidado de liberar o fluxo sanguíneo por um minuto a cada quinze minutos.

Fraturas:

As fraturas mais comuns entre os ciclistas são as clavículas, braços e dedos das mãos. Jamais tente reduzir, isto é, alinhar um membro fraturado. O ideal é que o membro seja imobilizado, obedecendo os desvios causados pela fratura. Você pode improvisar uma tala com pedaços de madeira envoltos em tecido. E a vítima deve evitar movimentos.

Lesões na cabeça:

O ponto mais vulnerável do crânio são as têmporas, região localizada na lateral da cabeça, entre a orelha e os olhos. Traumas fortes na cabeça resultantes de quedas podem deixar a vítima inconsciente por alguns minutos ou até mesmo por várias horas e dias. Se bater a cabeça, mas estiver consciente, procure o quanto antes um hospital, principalmente se após o acidente o ciclista apresentar perda da consciência, confusão mental ou perda da memória, dor de cabeça, visão embaralhada, perda da audição e vômitos. Qualquer batida na cabeça não deve ser negligenciada. E nunca deixe a vítima dormir logo após um trauma na cabeça. Converse com ela procurando mantê-la consciente, até a chegada do socorro.

Desmaios:

Ao contrário da crença popular, os desmaios na verdade são positivos e significam perda de consciência do corpo como forma de defesa. Este estado pode durar de alguns segundos até uma hora inteira! E os motivos podem ser os mais variados, tais como: hipoglicemia (baixa quantidade de açúcar no sangue), insolação (mais comum), cansaço e dores extremas (no caso de acidentes), estresse emocional, intoxicação ou qualquer situação onde ocorra uma rápida perda de sangue. A vítima deve ser deitada com a cabeça mais baixa do que o coração e os membros inferiores devem ser elevados em mais ou menos 30cm. Gire a cabeça da vítima para o lado, para que sua língua não interrompa a passagem do ar na garganta. Afrouxe as roupas, umedeça a face e o pescoço da vítima com uma toalha e jamais dê líquidos para alguém inconsciente.

Dentes:

Em traumas frontais, é muito comum termos dentes lesionados, o que pode variar desde a quebra de um pedaço até a perda completa do elemento (avulsão). O importante é, sempre que possível, procurar o fragmento ou o dente inteiro, limpando-o e acondicionando-o em soro fisiológico, leite, ou até na própria saliva. No caso de avulsão, pode ser feito um reimplante, sendo que o sucesso deste será proporcional ao tempo em que o dente esteve fora da cavidade original. Se o dente afetado amolecer, porém não sair completamente de seu sítio de origem, mantenha-o no local com a língua, desde que a vítima esteja consciente. Se não, às vezes é preferível retirá-lo para evitar a deglutição do mesmo, podendo com isto termos até um sufocamento. Com as técnicas atuais de reabilitação oral, a perda de um dente é facilmente suplantada. Os fragmentos também podem ser “colados” ao dente atingido posteriormente. Assim que possível, procure um cirurgião dentista para avaliar e conter o dano.

Olhos:

Os ferimentos mais comuns nos olhos são normalmente causados pela vegetação, por insetos e por pedras que são lançadas pelo ciclista que vai a frente. Não há muito que fazer no meio do mato, a não ser lavar os olhos com água limpa. Assim que possível, procure um oftalmologista, para avaliar e conter o dano.

 Kit de Primeiros Socorros

 Ter a mão um kit de primeiros socorros pode fazer toda a diferença nos primeiros socorros. Veja, é importante observar que este kit se presta somente ao primeiro atendimento, até um socorro mais eficaz e completo poder ser prestado. Assim, seu telefone celular na maioria das vezes pode ser mais valioso que o kit. Você pode comprar um kit pronto na maioria das farmácias, que pode muito bem atender esta demanda. Só para informação, um kit básico deve conter:
  • luvas descartáveis
  • soro fisiológico
  • água oxigenada
  • água boricada (para lavagem ocular)
  • éter e álcool (para limpeza)
  • gaze e algodão
  • rolo de esparadrapo
  • fita do tipo microporo
  • alfinetes de segurança, tesoura e pinça cirúrgica
  • termômetro
  • curativos do tipo “band-aid”
  • loção de calamina (tipo “Caladryl”)
  • comprimidos de analgésico, antitérmicos, contra indigestão, enjoos, cólicas e dores de barriga
  • Telefones de Emergência
  • Bombeiros: 193
  • SAMU: 192
  • Polícia Militar: 190

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

CPA, liderada pelo ex-ciclista Gianni Bugno, teme que misturar discos e ferraduras no mesmo pelotão seja uma receita para o desastre.

A liberação dos freios a disco para provas de estrada profissionais mal foi anunciada e já está gerando inúmeras polêmicas. Desta vez, quem reclamou da situação foi a Associação dos Ciclistas Profissionais (CPA). Segundo a entidade presidida por Gianni Bugno, misturar atletas utilizando discos e ferraduras no mesmo pelotão pode causar acidentes.

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"Não somos contra a evolução tecnologica, mas isso não deve colocar em risco a segurança dos atletas", disse Bugno. "Não é possível testar novas tecnologias em provas do WorldTour, onde os atletas estão fazendo de tudo para manter sua posição no grupo", continuou.

O dirigente teme que, em paradas bruscas, a diferença de potência de frenagem entre os dois sistemas possa causar graves acidentes. Para tentar contornar a situação, a CPA pretende fazer uma pesquisa de opinião entre os ciclistas, mandar o resultado para a UCI e pedir que a entidade volta atrás em sua decisão.

"Sabemos que muitos atletas estão preocupados com a introdução desta inovação e que os testes realizados pela UCI não tiveram uma repercussão favorável. No início de janeiro teremos o resultado de nossa pesquisa e vamos apresenta-los para a UCI com muita transparência", disso Bugno.

Espera-se que o "boom" do uso de discos aconteça na temporada de clássicas, que acontece entre Março e Abril. Neste momento, segundo Bugno, podem acontecer problemas de logística causados pela diferença entre as rodas com discos e calipers.

Com isso, um ciclista pode perder muito tempo em um momento importante da prova, caso as equipes de suporte neutro não tenham uma roda que sirva em sua bicicleta. "A tecnologia tem que avançar, mas isso deve acontecer em eventos não competitivos. Só depois que tudo estiver estabelecido e seguro ela deve migrar para as competições", completou Bugno.

terça-feira, 10 de novembro de 2015


sexta-feira, 6 de novembro de 2015



…No primeiro dia:

Seu humor flutua “para baixo”… Minutos depois de iniciar o exercício, sua atividade neural acende seu cérebro como se fosse “uma máquina caça-níqueis em tilt completo”, o que não somente constrói seu cérebro (literalmente falando), mas também melhora o seu humor. O pesquisador neuroquímico J. David Glass da Kent State University relata que no momento em que os ratos de laboratório começam a pular e correr em suas rodas, eles recebem um aumento de serotonina de 100 a 200%, que é a mesma quantidade de aumento que os medicamentos antidepressivos necessitam para melhorar o nosso bem-estar e combater a depressão. Negar ao seu corpo esta possibilidade de melhoria natural através da pedalada, mesmo que por um dia, vai te deprimir, em especial se for um dia muito estressante.
Ao parar de pedalar seu metabolismo fica estagnado. Pedalar acelera o seu metabolismo em até cinco vezes acima da sua taxa de repouso durante o trabalho. Ainda quando você pedala, você queima entre 400 e 500 calorias por hora de atividade. Isso significa até 400 gramas de gordura por semana você poderia ter perdido, mas não o fez.

… Uma semana depois:

Sua pressão arterial aumenta. Exercícios aeróbicos tais como o ciclismo solicitam que o seu corpo libere hormônios que, além de outras funções, tornam seus vasos sanguíneos mais resistentes ao rompimento. Com as altas quantidades de sangue “bombando” através através de seu sistema, suas artérias e veias se manterão mais flexíveis. Os efeitos são rápidos e breves, ou seja, ocorrem quando você começa a pedalar e se encerram quando você para de pedalar. Pesquisas consideram que pedalar regularmente pode baixar sua pressão arterial em cerca de 8 (diastólica) a 10 (sistólica) pontos em um mês! Porém, ela começa a subir novamente depois de apenas uma semana que você fica “fora do selim”, sendo que você volta a sua condição inicial em apenas duas semanas.
Sua taxa de açúcar no sangue sofre muitos picos. Quando você pedala regularmente, seus músculos ficam famintos pelo açúcar que entra em sua corrente sanguínea depois que você come. Eles fazem isto para armazenar a energia para mais tarde. Depois de apenas cinco dias de inatividade, o açúcar “pós-refeição” simplesmente “permanece” em seu sangue, o que ao longo do tempo pode levar a doenças cardíacas e diabetes, segundo um estudo publicado na revista Medicine & Science in Sports & Exercise. Além do mais, as enzimas que processam a gordura e o açúcar presentes em sua corrente sanguínea começam a diminuir quando você fica sedentário, levando ao aumento das taxas de colesterol e açúcar.

… Duas a quatro semanas mais tarde:

Adeus ao volume de sangue aumentado … e ao seu condicionamento físico. A prática do ciclismo regular aumenta o volume de sangue e capacidade do seu corpo em utilizar o oxigênio que ela carrega. Depois de apenas um mês fora da bike, o seu volume de sangue cai quase 10 por cento. O seu volume de bombeamento (a quantidade de sangue que seu coração pode empurrar para fora por batida) cai 12 por cento. Suas mitocôndrias, que agem como fornos de produção de energia do seu corpo, começarão a diminuir a partir do desuso. O resultado final: seu V02 max- isto é, o seu “benchmark” de aptidão física – sofre uma queda de 6 por cento, deixando você bem menos condicionado do que algumas semanas antes.

… Mais de um mês depois:

Suas roupas ficam bem mais confortáveis quando você está em forma. Mas quando você fica sedentário,  o seu metabolismo diminui, diminuindo também a queima de gordura, fazendo sua reserva de gordura aumentar. Daí as roupas passam a nos “apertar”. Isto é sempre um bom indicativo que devemos retomar nossa rotina de exercícios. Um estudo publicado no “Journal of Strength and Conditioning Research” descobriu que nadadores que pararam de treinar durante cinco semanas aumentam consideravelmente seus pesos, suas medidas de cintura, resultando num aumento de suas gorduras corporais em 12 por cento, isto em apenas cinco semanas fora da piscina!

… Anos depois:

Sua saúde piora de muitas maneiras. Um estudo sobre gêmeos idênticos masculinos que tinham sido fisicamente ativo descobriu que quando um gêmeo parou de se exercitar regularmente por alguns anos, ele diferia consideravelmente em termos de saúde em comparação a seu irmão. Especificamente, ele foi significativamente mais fraco, tinha cerca de 3 quilos a mais de gordura corporal, tinha mais resistência à insulina, e tinha ainda menos massa cinzenta (leia-se: seu cérebro era menor) do que seu irmão fisicamente ativo.
A boa notícia é que não é preciso muito reverter este declínio rápido. A pesquisa mostrou que apenas sair para uma caminhada rápida uma vez ou duas vezes por semana pode ajudar a manter esses ganhos de condicionamento físico tão suado…
Se o seu  tempo está “apertado”, tente algum treinamento do tipo “funcional”, onde utilizamos o nosso próprio peso para nos exercitar em casa mesmo,  ou corridas/ pedaladas curtas, mas com intervalos de alta intensidade (pedale normalmente e depois de 5 minutos pedale por um minuto no limite do seu folego. Faça estes intervalos por cerca de 5 vezes, totalizando de 20 a 30 minutos de exercício).

Lembre-se que o importante é não ficar parado!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Regular a altura correta do selim da sua bike pode evitar dores e até lesões, além de garantir que você terá uma performance melhor na sua pedalada. Estudos indicam que um selim com a altura errada pode acelerar em até 12% a sua fadiga. Então, vale a pena verificar se realmente ele está bem ajustado.
Há 4 métodos que são usados para ajustar corretamente a altura do selim da bike. Na verdade, o primeiro considero antiquado e desatualizado. Mas, vamos lá.. 
01 – Método Heel
Este primeiro método, o qual acho antiquado e desatualizado, é também muito utilizado por vendedores de lojas de bikes.
O ciclista deve subir na bike e apoiar o calcanhar no pedal usando tênis ou sapatilha. Para saber a altura do selim, a perna deve ficar quase esticada.
Apesar deste método ser muito difundido, não há uma evidência científica mostrando que é correto. Há apenas o “disse-que-me-disse” e sempre o selim acaba ficando um pouco mais baixo do que é necessário.
O professor Will Pelever, da Universidade de Mississippi, tem estudado e escrito sobre bike fit, e sobre este método ele afirma: o principal problema do método de Heel, é que não é levado em conta as variações individuais no fêmur, tíbia e comprimento do pé.
02 – O método do 109%
Este método foi desenvolvido e documentado por Hamley & Thomas em 1967.
Testando inúmeros tipos de selim, constataram que o ajuste ideal na altura do selim, se deve à proporção de 109% da altura do cavalo do ciclista, que é a altura das pernas, medida do solo até a virilha, sem o uso de calçados ou sapatilhas.
Para um resultado mais próximo do ideal, é medido 3 vezes e tirado a média.
Aplicando-se o resultado da média da altura do cavalo por 109%, deve-se medir a distância de uma linha imaginária partindo do centro do eixo do pedal, até a linha plana do selim.
Este método revelou-se muito eficiente e foi usado por muitos treinadores profissionais. Porém, novos estudos do professor Pelever apontou que este método é inferior ao próximo da lista (Método de Holmes), tanto em termos de produção como economia de energia.
03 – Método LeMond
O Método LeMond é uma variação do Método dos 109%.
Usada pelo tri-campeão do Tour de France, Greg LeMond, este método consiste em pegar a altura do cavalo (descrito acima) e calcula-se o resultado na proporção de 88,3%.
O resultado deve ser aplicado na bicicleta, ajustando a altura do selim por uma reta imaginária que inicia no centro do eixo do movimento central, até a linha plana do selim.
O professor Peveler mostrou que este método muitas vezes resulta em uma altura de selim diferente do Método dos 109%, embora funcione para muitas pessoas.
Mesmo assim, pode não ser a ideal, quando o ciclista em questão possuir os ossos do fêmur um pouco maiores do que o normal.
04 – Método de Holmes

Este método foi originalmente desenvolvido com a finalidade de reduzir o excesso de lesões no ciclismo, e tem uma abordagem completamente diferente dos métodos anteriores.
É a técnica usada por profissionais de BikeFit, e requer ferramentas específicas, algumas vezes sendo usados até equipamentos de rastreamento visual conectados a computadores.
Basicamente é usado uma ferramenta conhecida como goniómetro, popularmente como transferidor de ângulo, o qual mede o ângulo da articulação do joelho.
Holmes, o criador do método, recomenda que o ângulo de abertura a partir do joelho esteja entre 25 e 35 graus. Caso o atleta tenha histórico de tendinite na patela, quanto mais perto dos 25 graus, melhor.
O professor Peveler pesquisou e afirmou que este método é superior à todos os outros. Ele também comenta: “Não estranhe se depois de ajustar a altura do selim utilizando um goniómetro você se sentir desconfortável. Normalmente você se acostuma totalmente com a posição entre 2 e 3 semanas. Depois, você se acostumará e se sentirá confortável, além de melhorar o seu desempenho.”
Em alguns casos, é preciso alguns ajustes mínimos, caso o desconforto não passe. O ângulo de 25 graus no joelho é um ponto de partida. É preciso verificar também se, quando você pedala, seu quadril não balança, ou rebola. Caso balance, certamente haverá um excesso de extenção da perna em questão, e pequenos ajustes ou até troca de alguns componentes da bicicleta serão necessários.