domingo, 31 de agosto de 2014

Jonatha Junge, que trabalha com cicloturismo há 7 anos, dá dicas para quem quer conhecer o mundo de bike

Veja dicas para começar a viajar de bicicleta

Dia após dia os ciclistas vêm conquistando o seu espaço em novas ciclofaixas, ciclovias ou ciclorrotas. Essa ascensão começa a aquecer o mercado do cicloturismo, atividade que utiliza a bicicleta como meio de transporte para viajar e/ou para praticar a atividade “Não é necessário ser atleta, só precisa de disposição”, afirma Jonatha Junge, um dos proprietários da Caminhos do Sertão Cicloturismo, empresa especializada em operação e planejamento de roteiros de bicicleta no Brasil, especialmente na Região Sul.
Segundo Junge, a bicicleta é um veículo versátil. Pode ser transportada no carro, barco ou trem; cabe no quarto se a pousada não tiver estaciomento, utiliza energia renovável (a força de suas pernas) e não polui o ambiente. Além de aliar essas qualidades, o cicloturismo permite um contato mais próximo com as pessoas e a cultura local durante a sua viagem.
Junge começou a pedalar com 11 anos, em Blumenau, Santa Catarina. A partir daí, a bike se tornou seu meio de transporte, lazer, viagens e, nos últimos 7 anos, trabalho. Palestrante da Adventure Sports Fair 2012, Junge dá dicas para quem quer começar a viajar com a “magrela”:
  • Para ter mais conforto, faça uma viagem com apoio
Viagens organizadas por agências contam com guias de turismo, equipe de manutenção para bicicletas e carros de apoio. Se alguém estiver muito cansado, pode largar a bike e pegar uma carona.
  • Adapte a sua bicicleta
Bicicletas para cicloturismo são difíceis de encontrar no Brasil. “O que muitas pessoas fazem é adaptar a mountain bike”, diz Junge. É recomendável elevar o guidão e colocar um banco mais confortável. Esses ajustes simples melhoram a postura e ampliam o campo de visão. A instalação do bagageiro é essencial para viagens mais longas.
  • Comece aos poucos, na sua cidade
Antes de pensar em viajar, faça passeios curtos para ir se acostomando. “Em São Paulo as ciclofaixas são ótimos lugares para começar.” A faixa exclusiva para bicicletas funciona aos domingos, das 7h às 16h, e interliga os parques Ibirapuera, do Povo, das Bicicletas e Villa-Lobos. São de 45 quilômetros devidamente sinalizados.Utilize ciclovias, pistas destinadas para as bikes separadas fisicamente do tráfego comum. Escolha um caminho com um menor fluxo de carros (Em São Paulo existem ciclo rotas sinalizadas pela Prefeitura)
  • Se preocupe com a segurança e respeite o Código Brasileiro de Trânsito
Sempre use capacete e óculos de proteção (evita que insetos e pequenas pedras machuquem os olhos). Luvas protegem as mãos em caso de quedas. Campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo são itens obrigatórios na bicicleta.
  • Se associe a um grupo de ciclistas
Esteja sempre em contato com quem se interessa pelo assunto. Procure grupos que organizam pedaladas noturnas ou trilhas nos finais de semana. “Viajar acompanhado é mais divertido e mais seguro.”
A palestra de Junge, Cicloturismo – como começar + equipamentos, ainda pode ser acompanhada naAdventure Sports Fair na sala 2. Hoje (20) às 16h15 e amanhã (21) às 11h 45. Veja também a Oficina de Aventura: Como realizar uma aventura de bicicleta, ministrada por Eliana Garcia e Rodrigo Telles, fundadores do Clube de Cicloturismo do Brasil. Hoje às 19h e amanhã às 13h, na sala 1.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Viajar... Quem não gosta? Às vezes você se pega imaginando como seria conhecer aquele lugar bonito, mas distante, que você só conhece pelas fotos. Para muitos ciclistas, a primeira coisa que vem na mente é: quero pedalar lá! Sim, a magrela tem que ir junto, ou a viagem não será a mesma.


Bike na bagagem

Viajar com a bike na bagagem, eis o ‘desafio’. Levar a bicicleta em um carro com o auxílio de um rack é relativamente simples, mas como levar as bikes numa viagem de ônibus ou avião? Muitas empresas não aceitam transporte de bicicletas montadas ou cobram muito por isso. Além desse transtorno, a bicicleta pode sofrer arranhões e danos nos componentes.
Então, como transportar a bike em segurança?

Mala-bike e bike-case

Para resolver este problema, ciclistas foram desenvolvendo seus métodos de transporte, que vão desde plástico bolha até os bike-cases, embalagens específicas de bicicletas.
Um dos produtos mais comercializados é a mala-bike, acessório que tem se tornado item essencial para quem viaja longe com a magrela. O nome já diz tudo: trata-se de uma mala com compartimentos nos quais se abriga a bicicleta. O número de compartimentos varia conforme os modelos. Há um compartimento maior que abriga o quadro com o guidão virado em 90°, outros que abrigam as rodas (às vezes, apenas a roda dianteira) e, em alguns casos, outros menores para guardar o câmbio traseiro, os pedais etc, quando for necessário removê-los. Isso depende tanto do modelo da mala-bike quanto do tamanho e tipo da bicicleta.

A maioria das mala-bikes são fabricadas com tecidos como náilon e cordura, e algumas empresas aproveitaram isso para projetar e fabricar modelos dobráveis. Há modelos que podem ser invertidos, possuindo um compartimento que abriga todo o tecido dentro de si, transformando uma mala-bike grande em uma pequena bolsa portátil. Outros modelos possuem base rígida e/ou rodinhas e alças que facilitam o transporte.
Já os bike-cases são rígidos, podendo assim oferecer maior proteção à bicicleta. São, entretanto, mais pesados e mais caros. Enquanto uma mala-bike custa em torno de R$ 200 nos modelos mais baratos, um bike-case tem preço inicial rondando R$ 800. Uma desvantagem do bike-case é que ele não pode ser dobrado. Alguns bike-cases também possuem rodinhas e alças.
Existem ainda outras embalagens para bicicleta, como a Helium Bike Case, um modelo que combina partes maleáveis, rígidas e bolsas infláveis nas laterais para proteger a bicicleta. O preço é nada convidativo, custando $ 600 no exterior- o que com impostos e frete totalizaria em torno de R$ 3.500.
Improvisando, muitos ciclistas embalam as magrelas com papelão – a caixa da bike, obviamente, serve muito bem – além de espumas, plástico bolha e outros. São opções baratas, que dependendo da situação, dispensam uma mala-bike.

Mala-bike dá certo?

Existem vários relatos, opiniões e experiências sobre mala-bikes e bike-cases na internet, além de embalagens improvisadas. Para o público que necessita delas, as mala-bikes são muito úteis, mas não garantem tudo. O problema é o tratamento dado para as bicicletas em transporte. O descaso dos funcionários com bagagens causa danos e extravios constantemente, portanto, é bom tomar algumas medidas preventivas.
Cada tipo e modelo de embalagem tem suas vantagens, desvantagens e aplicações, então, é bom avaliar bem sua situação e saber o que é necessário.

As vantagens da mala-bike 

“Para viagens internacionais não tem jeito, é a melhor maneira, aí quanto mais rígida for melhor, e não adianta economizar. Em minha opinião a melhor mala-bike é da Evoc e a da Thule, que são semelhantes”, comenta Paulo de Tarso, presidente do Sampa Bikers, que acrescenta: “a Solid Sport tem uma mala-bike bem legal, preço bom e protege bem a bike. A desvantagem é o tamanho e a falta de rodinhas para carregar. Mas o custo benefício é excelente”.
Uma vantagem da mala-bike na hora do embarque é a similaridade com uma mala, o que pode amenizar muita implicância da parte dos funcionários. “Há tempos trouxe uma Phillips desmontada dentro de uma caixa e tive algum problema para embarcar com ela em Congonhas. Com a mala-bike, não tive nenhuma intercorrência para trazê-la no bagageiro do avião, junto com a minha bagagem. No momento do despacho informei no balcão da TAM do que se tratava, e como ela é uma bolsa ‘padrão’ para transportar bicicleta, passou rapidinho e sem custo. Pelas vantagens que oferece, uso sempre a minha mala-bike”, relata Valter F. Bustos, do Museu da Bicicleta (MuBI) de Joinville - SC.

A facilidade para transportar também é uma vantagem. Imagine-se carregando uma enorme caixa de papelão no saguão de um aeroporto. Chato, não? Agora, imagine-se carregando sua bike acomodada em uma mala, sendo facilmente puxada por uma alça, deslizando com a ajuda de rodinhas. Melhorou?
Poder guardar sua mala-bike em um espaço relativamente pequeno também é uma vantagem, sendo que em modelos dobráveis, ela cabe no alforje da sua bike ou em algum guarda-volumes.
Como último ponto entram o baixo custo da mala-bike em comparação com os bike-cases e a estética em relação ao plástico-bolha e à caixa de papelão.

Desvantagens da mala-bike

A maioria das mala-bikes são feitas de tecido. Isso significa que servem para acomodar a bike desmontada e proteger contra arranhões, mas não contra peso ou impactos, coisa que fica a cargo dos bike-cases. Infelizmente, mala-bikes de baixa qualidade não protegem a bike e podem acabar sendo dinheiro jogado fora.
O professor Arnaldo, conhecido blogueiro e atleta, é usuário assíduo das mala-bikes e descreve sobre sua experiência com alguns materiais com os quais elas são confeccionadas, e a dificuldade em encontrar um equilíbrio entre confecção, custo-benefício e peso. “A mala-bike de nylon é uma das opções mais baratas e leves. Vazia, não ocupa o espaço maior do que um livro, e é a mais indicada para transporte no carro próprio. No entanto, quando usada com muita frequência, como é meu caso, não dura muito, considerando que desde o ano 2.000, tenho acumulado mais de 400 competições e mais de uma centena de viagens por todas as partes do planeta. Para viagens de ônibus ou várias bikes no mesmo veículo, as malas confeccionadas em lona ou algum produto semelhante tem a vantagem de serem mais resistentes ao uso contínuo e não custarem tanto. Porém, ainda é necessário proteger bem as partes mais sensíveis da bike. Bom mesmo são as mala-bikes de fibra ou um misto dos três materiais, com barras internas de alumínio, que evitam mais danos à bicicleta; mas estas tem um custo bastante elevado, pois a maioria é importada. Além disso, são mais pesadas, se comparadas aos outros modelos citados, o que pode facilmente ultrapassar os 23 kg com a bicicleta e levar ao pagamento de excesso de bagagem em voos aéreos, além de ocuparem um espaço muito grande, situação que inviabiliza o seu transporte em carros pequenos”, afirma.
Enquanto é manuseada pelos funcionários, a similaridade com uma mala comum pode ser uma desvantagem, sendo tratada como uma mala qualquer. Cabe ao ciclista identificar bem sua mala-bike como portadora de objeto frágil, além de informar aos funcionários da companhia sobre o que se trata. “É engraçado andar com uma mala-bike. Os que sabem do que se trata te dão um sorriso de cumplicidade, mas a maioria te olha com o ar de pergunta: ‘O que é isso?’, e eu tenho vontade de prender um cartaz na mala escrito: É uma bicicleta! Boa viagem!”, ironiza Luli Cox.

Vantagens do bike-case

A principal vantagem dos bike-cases é que eles podem oferecer grande proteção para a bike por serem rígidos – nos modelos bem feitos, é claro. Com o relato frequente de descaso dos funcionários de companhias aéreas, um bike-case pode ser um escudo de proteção para a bicicleta.
As vantagens da similaridade com uma mala comum e a estética também se aplicam aos bike-cases.

Desvantagens do bike-case

A principal desvantagem do bike case é não poder comprimi-lo ou dobrá-lo, tornando-o pouco prático para guardar. Seu peso também pode ser incômodo. E ainda há a questão do preço, por ser mais caro do que uma mala-bike.

Quando a mala-bike ou bike-case é dispensável

 “Acredito que a mala-bike seja um acessório importante para algumas pessoas, mas não para todos que viajam com suas bicicletas. Ela garante que a bicicleta chegará protegida e inteira ao seu destino, o que pode ser fundamental no caso de uma competição, mas seu peso e tamanho geralmente são complicações no caso do cicloturismo, onde menos é mais. Se vou realizar uma viagem que envolve ter que transportar a bicicleta de avião, prefiro usar uma caixa de papelão, que geralmente são jogadas fora pelas bicicletarias, de forma que posso me livrar dela assim que chegar ao meu destino, tendo a possibilidade de montar a bicicleta já no aeroporto e sair pedalando dali mesmo. Em minha volta ao mundo toda vez que precisava colocar minha bike num avião usava uma caixa de papelão e nunca tive problemas. Não tem segredo, protege muito bem e, geralmente, não custa nada”, relata Arthur Simões, de São Paulo - SP.

Será que você precisa de uma mala-bike? Para quem faz viagens com frequência, é sem dúvida um bom investimento, quase indispensável. Para quem viaja com frequência e quer garantia de proteção, um bike-case de qualidade é um investimento melhor ainda. Mas talvez aquela viagem de fim de ano já tenha um custo alto e uma caixa de papelão pode suprir a sua necessidade. É importante avaliar!

Minha mala-bike ou bike-case não protege bem alguns componentes, e agora?

Alguns modelos de mala-bike protegem bem os componentes maiores, mas pode deixar a desejar com relação aos pequenos e mais sensíveis.
“Em 1999, viajando para o Sulamericano de Triathlon com uma mala-bike de pano, cheguei ao destino com o garfo da minha bike entortado. Em 2001, viajando para outra competição com uma caixa de papelão, tive a caixa aberta e alguns de meus pertences roubados. Em 2008, viajando para o mundial de Xterra no Havaí, com um case rígido de má qualidade, cheguei ao destino com ele quebrado”, diz o triatleta Rodrigo Lageani, de São Paulo - SP.
Paulo de Tarso acrescenta: “os maiores problemas que tenho em viagens nesse modelo de mala é quebrar gancheira e problemas no freio a disco, empenando o disco da roda. O ideal é tirar o disco da roda”.
Mas calma! Ainda dá para aumentar a proteção da bike. “O truque é fazer da bicicleta desmontada algo rígido, monobloco e o mais leve possível, de tal forma que aguente os desaforos do transporte e fique protegida”, diz a cicloativista Renata Falzoni, da capital paulista.
Reforços de papelão, espumas, borrachas, cordas e similares podem acrescentar proteção no conjunto e evitar danos à bike.

Legislação

Há regras que devem ser consideradas com tempo antes de viajar levando a bicicleta. Obviamente existem limitações em relação ao que e quanto pode ser levado num avião ou ônibus. Uma caixa com uma bicicleta certamente não é pequena, portanto, essa área exige atenção, inclusive como fator de decisão da embalagem a ser usada.

De ônibus

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) garante ao passageiro a franquia de até 30 kg no bagageiro do ônibus, mas o volume não deve ultrapassar 0,3 m³, nem ter mais de um metro em qualquer das dimensões. O passageiro pode levar consigo objetos de até 5 kg que caibam no porta-pacotes do ônibus.
As dimensões de uma mala-bike podem exceder essas medidas, mas isso não significa necessariamente que ela será retida no embarque, já que ela não ultrapassa a cubagem máxima permitida. Há empresas que aceitam as bicicletas montadas, desde que algo as proteja e não danifique outros objetos do bagageiro, mas a grande maioria exige que elas estejam desmontadas e embaladas apropriadamente (caixa de papelão, mala-bike, bike-case).
Como prevenção adicional contra danos na bike, seria de ajuda pedir para colocar a bike no bagageiro por conta própria. Isso fica mais fácil se você chegar cedo para o embarque. É importante lembrar que nem todas as empresas de viação são regidas pelas normas da ANTT, portanto, pode haver companhias que cobram pelo transporte ou que não o permitem. A verificação prévia é indispensável.

No avião

No caso do transporte aéreo, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que a franquia dos voos nacionais para aeronaves com mais de 31 assentos é de 23 kg de bagagem. Pode-se despachar mais de um volume, desde que o peso total não exceda esse limite.
Caso o peso ultrapasse o limite da franquia, o transporte da bagagem ficará sujeito à aprovação da empresa e a cobrança por excesso de peso. Artigos esportivos deverão ser incluídos na franquia, da mesma forma que uma bagagem comum.
A maior parte das empresas aéreas exige que os pedais sejam removidos e embalados, o guidão virado paralelo ao quadro e com as extremidades embaladas, e a roda dianteira removida e afixada no quadro de modo que não se solte. Algumas também exigem que a bike fique acondicionada em algum tipo de embalagem, como uma mala-bike.
Mas existem empresas mais ‘amigas da bike’. “Em viagens pelo Brasil a dica é não levar mala-bike e viajar pela TAM. Pode levar a bike montada, sem tirar as rodas, só com o guidão alinhado com o quadro e os pedais removidos, protegida, de uma forma que o funcionário do aeroporto consiga empurrar a bike. Viajo a mais de 20 anos assim e nunca tive problemas”, recomenda Paulo de Tarso.
A TAM é a empresa de aviação que acumula as melhores experiências - o que pode ser constatado em fóruns e blogs -, não só pelo transporte gratuito da bicicleta, mas também com o tratamento dado a ela.
As normas citadas aplicam-se aos voos que saem do Brasil. Para voos com origem em outros países, aplicam-se as normas do local de origem da viagem.

Lembretes e dicas para viajar com a bike

É muito importante verificar previamente as condições da empresa com a qual se pretende viajar para evitar problemas posteriores, além de pesquisar a reputação da empresa, segurança, relatos sobre tratamento dado às bikes e similares. Isso pode evitar muita dor de cabeça.
Lembre-se do que foi relatado sobre a proteção que a mala-bike e outros tipos de embalagem oferecem para a bike. E com isso em mente, certifique-se de que a bike irá bem protegida.
Outro lembrete importante é com relação aos pneus e outros itens que usem fluidos sob pressão a bordo de aeronaves. “Ao viajar com bikes, é imprescindível murchar os pneus para que os mesmos não explodam durante o voo. Recomendo deixar os pneus numa pressão de no máximo 15 psi” e nunca colocar cartuchos de CO² dentro do case. Além de proibido, o material pode explodir durante o voo e danificar não só sua bicicleta, como outras bagagens”, diz Rodrigo Lageani.
Mas não é necessário esvaziar completamente os pneus! Em alguns casos, isso pode resultar em prejuízo. “Deve-se tomar cuidado para não murchar os pneus demais porque quem usa líquido selante em pneus tubeless corre o risco de ficar sem”, recomenda Luli Cox.
Caso a bike tenha freios a disco, deve ser colocado entre as pastilhas algo que não permita que os pistões do freio saltem para fora caso o manete seja pressionado. Bikes com freio a disco, novas e na caixa, vêm com esses espaçadores instalados. A nota fiscal da bicicleta deve ir junto, caso contrário, na volta de uma viagem ao exterior, a bicicleta pode ser taxada como produto importado, o que resultaria em pagar 60% – em alguns estados existe acréscimo de ICMS - do valor da bicicleta como imposto.

Problemas com a bagagem

Caso a bagagem sofra danos ou seja extraviada, o proprietário deve procurar imediatamente a empresa de transportes para resolver o problema ou não será atendido posteriormente.
Extravios são comuns em viagens aéreas. Para ter sua bagagem encontrada e devolvida, é necessário apresentar o tíquete da bagagem, já que ele comprova a responsabilidade da empresa sobre ela (isso também é válido em transportes terrestres). Para realizar uma reclamação, o passageiro deve preencher um formulário chamado Registro de Irregularidade de Bagagem, abreviado por RIB. É possível que a empresa se recuse a preencher o formulário. Neste caso, deve-se reclamar diretamente junto à ANAC ou órgão responsável pela aviação civil no país onde se encontra o passageiro.
Para auxiliar na recuperação em caso de extravio, identifique a mala ou embalagem da bike com seu nome completo e alguma forma de contato.
Um último ponto: talvez os funcionários não conheçam bem as regras da empresa quanto ao transporte de bicicletas, e isso é bem comum. Luli Cox dá a dica: “os preços de transporte de bike variam de companhia aérea para companhia aérea e é importante ler e saber quais são as regras. Para muitas companhias aéreas a tarifa para o Brasil é diferente, e se você embarca em um aeroporto do interior que não está acostumado a despachar bikes o atendente pode não saber e querer te cobrar errado. Portanto, tenha em mãos as normas para se proteger”.
Paulo de Tarso complementa com relação a levar a bike com rodas nos voos da TAM: “É importante ter impresso em mãos as informações do site da TAM, no menu bagagens especiais, pois muitos funcionários desconhecem essa informação e é importante bater o pé se o funcionário pedir para tirar as rodas. Não precisa”.
São vários detalhes a considerar, mas quando se trata de proteger a magrela, todo cuidado é pouco. Boa viagem para você e para a sua bicicleta!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Importante: Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística <meta http-equiv=" title="Importante: Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística "/>

Nós, abaixo-assinados, requeremos que o futuro presidente do Brasil comprometa-se com as seguintes propostas, constantes da "Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística":

Tendo em consideração que:

a) Atualmente os subsídios públicos concedidos para a mobilidade motorizada individual são muito superiores a aqueles concedidos para o transporte coletivo e para a mobilidade não-motorizada;
b) Com o crescimento da frota de automóveis, proporcionalmente aumentam a poluição atmosférica, a apropriação privada do espaço público, o tempo perdido em congestionamentos, as fatalidades de trânsito e os gastos com saúde pública, provocando a diminuição da qualidade de vida da maioria dos cidadãos;
c) A bicicleta, o caminhar e o transporte coletivo são os meios de mobilidade urbana mais socialmente justos, contribuindo para a saúde pública, a preservação ambiental, a autonomia de deslocamento e o orçamento familiar;
d) A falta de planejamento e de infraestrutura adequadas reprimem o uso da bicicleta como meio de transporte;
e) É dever do poder público garantir a prioridade, com segurança, praticidade e conforto, de pedestres e ciclistas.
Assumo, com os cidadãos brasileiros, caso seja eleito para o cargo de presidente do Brasil, o compromisso de trabalhar para cumprir as seguintes propostas, as quais constarão no meu Programa de Governo:
1) Conceder de fato prioridade, nas políticas públicas relativas à mobilidade urbana, aos modos não-motorizados, ao transporte coletivo e à integração entre eles, desta forma favorecendo a humanização do espaço público e a democratização do acesso à cidade;
2) Reduzir, com metas e ações definidas, o alto número de mortos e feridos no trânsito, dedicando especial atenção aos mais frágeis;
3) Criar um sistema de pesquisa, monitoramento e avaliação das políticas públicas, da infraestrutura cicloviária e da participação da bicicleta nos deslocamentos, assim como incluir a bicicleta no censo e nas pesquisas domiciliares do IBGE, de modo a subsidiar a elaboração de planejamento para o setor;
4) Criar rubrica específica no Orçamento Geral da União, por meio do Plano Plurianual, para custeio e investimentos em mobilidade ciclística, bem como linhas de financiamento aos municípios brasileiros para infraestrutura cicloviária, em montante crescente a cada ano;
5) Criar programa visando a desoneração tributária da cadeia produtiva da bicicleta, suas partes e peças, bem como desenvolver uma política industrial para o setor em todo o território nacional;
6) Estabelecer metas claras de aumento da participação da bicicleta na mobilidade urbana e rural, envolvendo todos os setores da administração pública federal, bem como aplicar a bicicleta nas políticas públicas sociais tais como de trabalho, geração de renda, erradicação da pobreza, defesa civil, educação, saúde e moradia;
7) Inserir infraestrutura cicloviária nas vias laterais construídas junto às rodovias federais nas revisões e nos futuros contratos com concessionárias;
8) Elaborar manual técnico com caráter normativo para subsidiar a implantação de estrutura cicloviária adequada pela união, estados e municípios;
9) Criar um Programa Nacional de Formação para técnicos e gestores públicos visando a qualificação das políticas de desenvolvimento ciclístico e dos projetos cicloviários;
10) Criar um Plano Nacional de Incentivo ao Cicloturismo como forma de aumentar o conhecimento e a proteção do patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e natural;
11) Instalar bicicletários adequados em todos os prédios públicos federais, de todas as cidades brasileiras, quando houver espaço disponível, suprimindo, se necessário, vagas de estacionamento de automóveis;
12) Normatizar a bicicleta como item de bagagem pessoal para fins de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário em território nacional;
13) Elaborar programa educativo continuado visando a criação de uma cultura de priorização dos modos ativos de deslocamento e a humanização do trânsito;
14) Criar e ampliar espaços e condições de participação da sociedade civil na formulação de políticas governamentais e em órgãos colegiados atinentes à mobilidade e ao transporte.
A “Carta Compromisso”, relação de candidatos que a assinaram, relação de apoiadores e demais informações estão em www.uniaodeciclistas.org.br/eleicoes2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A extinção  dos aros 26?

Os novos tamanhos de rodas das mountain bikes têm gerado discussões decisivas para o desenvolvimento dos produtos e tecnologias para as próximas temporadas. Em meio às novidades das 29 e 27,5, será a extinção das tradicionais 26?

A discussão 

Dificilmente outro tema tem sido mais discutido atualmente no mundo do mountain bike do que o tamanho das rodas: 26 ou 29 polegadas? Ou seria melhor o novo 27,5 – qual o tamanho ideal?   
A diferença no tamanho de raio entre um aro 26 e um 27,5 é de 12,5 milímetros. Já comparando o 27,5 ao 29, a diferença aumenta para 19 milímetros. Isso mostra que o 650B está bem mais próximo da clássica 26 e por isso alguns tendem a dizer que o 650B é o novo 26.
Para as mountain bikes com suspensão dianteira, também conhecidas como hardtails, a indústria tomou uma clara decisão, pois nessa categoria atualmente existem mais ofertas de twentyniners do que das clássicas 26. Fabricantes como a Specialized oferecem praticamente todos os seus modelos hardtails em 29 e cada vez mais modelos full suspension são lançados com tamanho 29 e o novo 650B. Enquanto a twentyniner domina o cross country, o 650B é visto cada vez mais na categoria all mountain.
Quais são as vantagens e as desvantagens entre os tamanhos de rodas? O que é possível calcular e medir? O que é sentido apenas durante a pedalada? Para dar um pouco de clareza sobre as verdades e inverdades, seguem algumas observações na perspectiva de um projetista de bicicleta, isto significa, sem emoções, apenas a matemática e a física. Abaixo seguem alguns dados técnicos interessantes:
  • Rodas grandes rolam mais confortáveis e seguras sobre obstáculos.
  • Quanto maior o diâmetro das rodas, mais tração na pedalada.
  • Rodas grandes exigem soluções técnicas para os problemas na construção de quadros, principalmente na parte traseira.
  • Rodas grandes criam uma relação desfavorável entre rigidez e peso.
  • Rodas de 26 polegadas são mais estáveis, principalmente nas torções laterais. Cargas ou forças radiais são menos críticas.
Até agora, os fatos. Mas como se sente tudo isso na trilha?    
O efeito mais marcante é durante a rolagem. Foram testados diversos tamanhos de rodas em um trecho semelhante com a mesma velocidade e observou-se as claras vantagens das twentyniners. Com menos força nos pedais foi possível manter a velocidade e nas curvas não se sentiu tanto a instabilidade das torções laterais, principalmente nas rodas.
Em uma pedalada com uma twentyniner se tem mais conforto durante a rolagem. Enquanto não se pedala por terrenos extremamente acidentados, existe uma estabilidade na pilotagem por causa da maior distância dos eixos das rodas e a maior parte traseira do quadro. Quanto mais técnico e acidentado o terreno, mais vantagens ao desenho compacto dos quadros das bicicletas com aro 26.
O que atrapalha para alguns ciclistas nas twentyniners são os tamanhos dos garfos e a posição alta de pilotagem, o que pode ser resolvido com a troca da mesa do guidão mais plana ou posição negativa, para baixo.
Para os ciclistas com mais de 1,70 m de altura, o 650B proporciona uma boa alternativa para o clássico aro 26. Para ciclistas com mais de 1,78 m de altura, as twentyniners tem sido a melhor alternativa. Se realmente as rodas 26 tiverem em risco de extinção, será um problema para os ciclistas mais baixos, talvez esse seja mais um motivo para a preservação do clássico aro 26 no mercado da bicicleta, ou não?
Ainda hoje existe o mito de que as rodas de tamanho 26 foram usadas pelos “inventores” do mountain bike por serem estáveis, o que no entanto não é verdade. A verdade é que as cruiser bikes que foram usadas como base para as primeiras mountain bikes tinham o tamanho standard de 26 polegadas.
Naturalmente, rodas com diâmetros maiores serão mais pesadas, mas com o desenvolvimento intensivo de novos produtos e materiais para os 650B e as twentyniners, teremos em pouco tempo um grande leque de opções e peso.

Pesquisa com fabricantes do mercado 

Aqui na Alemanha foi feita uma pesquisa sobre o tema tamanho de rodas com 45 fabricantes de produtos ligados ao mountain bike. A tendência é que a maioria das empresas está investindo no 650B no lugar do 26. Futuramente, eles veem o aro 26 como tamanho de aros para bicicletas de iniciantes e/ou na área do gravity (dirt, freeride e downhill), onde as bicicletas tem suspensões com curso de 160 mm ou mais.
As empresas acham que no período de três anos não haverá problemas com a reposição de peças para as bicicletas com aro 26, mas isso também depende muito da demanda no mercado.
Alguns números da pesquisa feita com 30 fabricantes de bicicletas e 15 fabricantes de peças e componentes:
  • 57% dos fabricantes de bicicletas imaginam poder manter um mercado com três tamanhos de rodas.
  • 73% dos fabricantes de peças e componentes não veem problemas em manter os três tamanhos no mercado.
  • 87% dos fabricantes de bicicletas oferecem, em 2014, bicicletas com aro 26, mas 65% deles, apenas na área para iniciantes ou gravity.
  • 80% dos fabricantes de peças e componentes terão em seus sortimentos, nos próximos três anos, peças de reposição para os aros 26.
  • 13% dos fabricantes de bicicletas planejam também em três anos, o desenvolvimento e fabricação de bicicletas aro 26, também fora do segmento para iniciantes e/ou gravity.
  • 13% dos fabricantes de bicicletas e peças veem para o futuro dificuldades para a reposição de peças para os aros 26 que será mais restringido.
  • 100% dos fabricantes de peças e componentes têm para 2014 oferta para as moutain bikes aros 26.

Qual o futuro das 26 polegadas, então?

Não temos uma bola de cristal para prever o futuro, mas fica claro que as bicicletas de aro 26’ saem perdendo com as inovações do mercado. A twentyniner é predestinada para pedaladas por trechos sem obstáculos extremos ou muito técnicos e por causa de suas ótimas propriedades de rolagem é indicada ao tour e ao cross country.
Para bicicletas que necessitam de outros requisitos na geometria dos quadros, chega ao mercado o novo 650B para categorias como all mountain e enduro, visando até mesmo o freeride e o downhill, pois nessa categoria é possível ter rodas mais robustas, correntes mais curtas e assim uma geometria mais manobrável durante a pedalada.
Existem rumores de que em breve alguns modelos de bicicletas combinarão os tamanhos de rodas, isto é,  29 na frente para uma boa e confortável rolagem e 27,5 atrás para uma traseira mais compacta e ágil.
Enquanto isso as boas e clássicas bicicletas de aros 26 perdem seu espaço para as maiores rodas e serão cada vez menos vistas, ou melhor, apenas vistas em categorias extremas como o dirt, freeride e downhill.
Todos que trabalham no ramo têm medo de perder uma tendência e ao mesmo tempo, ninguém sabe ao certo para onde segue essa viagem dos tamanhos de rodas. É claramente possível perceber, por meio da mídia especializada europeia ou nas feiras do ramo, que a indústria da bicicleta reagiu bem mais rápido com as rodas 650B fornecendo ampla variedade de produtos. As twentyniners, em seu início, sofreram bem mais para se impor aqui na Europa e a indústria demorou para desenvolver produtos.
Conversando com os entendidos da área e lendo muito a respeito é possível perceber que cada vez menos serão desenvolvidos produtos inovadores para os aros 26. Muitos fabricantes têm dado prioridade para o desenvolvimento das twentyniners e dos 650B.
No comércio, alguns lojistas alemães têm percebido também que a venda das bicicletas com tamanho 650B tem dado menos trabalho para convencer os clientes sobre as vantagens do tamanho de roda, do que as twentyniners.
É claro que existem muitos céticos em relação às novidades. Um exemplo é quando lançaram os freios a disco e de quantos reclamaram da inovação na época. Hoje a maioria nem pensa em outro sistema de freio para a sua mountain bike. Se as 26’ serão extintas não dá para saber, mas que o mercado segue para o desenvolvimento de outras medidas, isso é evidente.
Veja algumas razões para você começar a andar de bicicleta

se você ainda tem dúvidas se deve ou não iniciar um novo esporte ou hobby, e qual deles seria o ideal, esta lista lhe dará a motivação necessária para você começar a pedalar uma bike e mudar a sua vida! Confira abaixo os dez benefícios de andar de bicicleta:
A sensação de liberdade

Depois de subir uma ladeira enorme, não há nada melhor do que voar de volta para baixo e sentir o ar batendo no rosto. É uma sensação muito boa e que vai facilmente tornar-se viciante!
Investimento acessível

Claro que há algumas bikes muito caras por aí. Mas se você está apenas começando, não é necessário muito investimento inicial. Comece com uma bicicleta mais simples, se perceber que o hobby vai além de uma simples pedalada, aí sim vale investir em uma bicicleta mais completa. E não se esqueça que é preciso equipamento, que inclui capacete e luvas para um passeio seguro.
Pouca manutenção

Depois de ter comprado sua bike, o custo da manutenção é mínimo. Após um ano de bicicleta, uma pequena revisão na bicletaria já é suficiente. Outro bom investimento é uma boa bomba de pneu, assim você não perde tempo indo até um posto de gasolina usar o calibrador.
Fique em Forma

Andar de bicicleta é um esporte para todos os níveis de aptidão. Se você é novo para andar de bicicleta, comece devagar em uma rua plana. Se você já tem certa prática, intensifique sua rotina para o próximo nível e desafia-se a uma subida mais íngreme. Andar de bike é um exercício de pouco impacto, mas permite que você mantenha o seu ritmo cardíaco durante um período de tempo maior do que muitos outros exercícios, queimando assim gordura e definindo os músculos num ritmo rápido.
Sempre há algo novo

Há muitos tipos diferentes de bicicletas e acessórios. Então, se você já tem uma bike há algum tempo, dá para se divertir fazendo transformações nela!
Vá para qualquer lugar!

Sente em uma bicicleta e siga para um parque, ou por uma estrada rural de terra. Tente correr em uma pista de velocidade ou andar casualmente no centro da cidade. Não importa onde você mora, encontrar uma ciclovia não é difícil. Se não houver uma no mapa, tente fazer sua própria trilha!
Momento com a família

Pedalar é uma atividade que, literalmente, toda a família pode participar, desde crianças a idosos. Acessórios, tais como rodinhas de bicicleta, cadeirinhas para bebê ou garupas, facilitam levar toda a família para passear.
Economia

Com preços do combustível sempre em ascensão, andar de bike é a melhor opção para passeios divertidos e livres de gastos.
Então o que acha de pegar a bike e começar hoje mesmo!!!
Ciclista no trânsito - Dados importantes que os motoristas devem saber.

algumas informações relevantes, baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a fim de reforçar que os ciclistas também devem ter o acesso respeitado às ruas, avenidas e estradas brasileiras, sem sofrerem qualquer tipo de discriminação e/ou agressão. Os dados são os seguintes:
1 . O ciclista não é um obstáculo nas vias. Ele faz parte do trânsito;
2 . A Bicicleta é um veículo. E pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB), pode circular pelas ruas e estradas assim como carros e motos;
3 . É infração gravissima dirigir ameaçando ciclistas. Você pode até perder o direito de dirigir (Art. 170);
4 . Ao ultrapassar uma bicicleta, Respeite a distância lateral de 1,5m entre ela e o seu veículo;
5 . É infração grave colar na traseira de uma bicicleta ou apertá-la contra a calçada (ARt. 192);
6 . O carro deve sempre Dar preferência de passagen ao ciclista. É lei (Art. 214).
É importante lembrar que o ciclista legal respeita as regras de trânsito, os motoristas e os pedestres. Isso vai gerar harmonia no trânsito, e uma série de benefícios para a mobilidade urbana e a sociedade.