sábado, 29 de novembro de 2014


Como emendar a corrente quebrada da sua bicicleta
Foto: Divulgação
Muitas vezes o ciclista se depara com situações complicadas e de risco em lugares distantes de oficinas mecânicas, como trilhas em montanhas ou estradas off-road. Mesmo se ele não estiver longe da cidade é sempre útil saber realizar pequenos reparos. Em caso de quebra de corrente é possível efetuar um reparo rápido e eficiente.
A quebra da corrente pode ocorrer por diversos motivos:
  • Corrente nova.
  • Emenda imprópria para a corrente (marcas diferentes).
  • Emenda mal feita.
  • Utilização incorreta das marchas.
  • Força inadequada nos pedais.
  • Desgaste da corrente.
Se a corrente romper é preciso ter alguns itens em mãos. Não deixe de levar com você para um pedal mais longo:
  • Uma ferramenta como a Mini Ferramenta S-Slide com 20 funções da PRO.
  • Uma emenda de corrente (pino de ligação).
Para o reparo de correntes Shimano recomendamos efetuar a emenda com um pino Shimano. É importante estar atento ao pino, pois existe um adequado para cada tipo de corrente (7, 8, 9 ou 10 velocidades). 

 

 

Sobre os pinos de emenda:

  • Para correntes de 7 e 8 velocidades: pino de cor preta
  • Para correntes de 9 velocidades: pino de cor prata
  • Para correntes de 10 velocidades: pino de cor cinza (com duas ou três linhas)
Para aumentar o nível de resistência da corrente de 10 velocidades, existe um sentido correto para realizar a emenda; as inscrições devem ficar para o lado de fora (ver figura explicativa). Para as outras correntes (7, 8 e 9 velocidades), não existe um lado específico para realizar a ligação.
O próximo passo é inserir o pino de ligação entre as partes que se soltaram. Para isso, é importante notar que o elo interior deve estar voltado para trás e o exterior para frente. Sendo assim, é só pegar a ferramenta e utilizar a chave para retirar a parte quebrada da corrente formando dois elos novos, inserir o pino no local e fechar com a chave (ver figura explicativa). O final do pino deve ficar bem rente à placa da corrente.
Depois se deve quebrar a parte excedente do pino. 
Observações importantes sobre o reparo
É necessário colocar um pino de ligação novo a cada emenda. 
Nunca se deve reutilizar o pino. 
Nunca se deve abrir a corrente na parte emendada.

 

 

 

Sobre a Mini Ferramenta S-Slide 20 da PRO

É uma ferramenta muito compacta com vinte funções. Possui corpo em liga com ferramentas em aço niquelado, tem design integrado, é leve (166 g), possui chaves sextavadas 2; 2,5; 3; 4; 5; 6; e 8  mm, chaves de fenda 1 e 2 Normal e Philips, Torx T25, três chaves de raios, chaves de caixa 8, 9, 10, desmonta pneus (amovível mediante uma função deslizante), possui descravador de corrente com pino Shimano para correntes de 7, 8, 9 e 10 velocidades e vem com embalagem de proteção PRO.


domingo, 2 de novembro de 2014


Vários tópicos importantes podem ser elencados ao se tratar de freios a disco hidráulicos. Vamos a eles.


Freio a disco hidráulico
Foto: Shutterstock

Pastilha

As pastilhas de freio a disco hidráulico para bicicleta são idênticas às utilizadas em veículos automotores, guardadas as devidas proporções.
São geralmente construídas em aço, mas podem ter a base confeccionada em alumínio ou titânio. Essa combinação de materiais visa geralmente alívio de peso e manutenção de calor.
Já a “almofada”, que é a parte que toca o disco, pode ser feita de materiais diversos, mas os diferentes tipos de constituição da pastilha afetam diretamente na potência e sensação de frenagem. 
Atente-se para a hora de substituir as pastilhas! A maioria dos freios a disco hidráulicos atuais possui sistema aberto, ou seja, ao passo que a pastilha se desgasta o freio compensa esse “espaço” com fluido de freio. Assim, a sensação é de um freio eficiente mesmo com as pastilhas bem gastas.
Apesar dessa sensação de normalidade, caso a pastilha se desgaste completamente, poderá resultar na possível destruição do sistema de freio devido a superaquecimento resultante do contato de aço com aço, ou seja, disco com a base da pastilha.
Normalmente os fabricantes informam as dimensões mínimas para utilização segura em seus manuais de uso.  Sempre consulte o manual de seu equipamento, pois existem informações importantes que devem ser levadas em consideração.

Mangueiras

As mangueiras de freios a disco são responsáveis pela condução do óleo dentro do sistema de freio. Vale a pena fazer averiguação periódica na estrutura das mangueiras, uma vez que ao longo do tempo e com o atrito normal decorrente do uso, as mangueiras podem apresentar desgastes decorrentes do atrito com conduítes e/ou outras partes da bicicleta.
Esse desgaste leva à fragilização da mangueira que, devido a grande pressão interna, pode vir a se romper caso haja alguma fissura.
Caso a mangueira esteja muito comprida ou muito curta, procure um profissional para fazer a adequação; se muito longa, reduzir, se muito curta, substituir. Aconselho procurar um profissional devido à complexidade do processo, demanda de material e equipamento adequado para a tarefa.

Troca de fluido

O momento ideal para a troca do fluido de freio é quando o freio sofre alterações na potência e, caso seja possível visualizar (alguns reservatórios permitem ser abertos), trocar o fluido ao notar alteração na coloração original do mesmo.
Com o passar do tempo e devido ao uso, o fluido acaba sendo contaminado com resíduos liberados dentro do sistema, daí a necessidade de troca periódica do fluido.
No caso do fluido DOT, atente para o fato de que esse fluido é higroscópico, ou seja, possui a característica de absorver umidade do ar. Nesses casos a manutenção deve ter intervalos menores que no caso de um freio que utiliza fluido mineral, apesar de seguir a mesma regra: ao sentir perda de potência ou qualquer alteração no freio, procure um mecânico para inspeção.
Importante! 
Sempre procure um profissional que utilize ferramental e metodologia indicada pelo fabricante.

Contaminação

Os freios a disco para bicicleta possuem certa sensibilidade quanto à contaminação, portanto, deve-se evitar tocar nos discos.
Um motivo muito evidente é que eles podem estar quentes. Outra razão é que nossas mãos invariavelmente não estão tão limpas e carregam resíduos de gordura.
Assim, se você toca no disco, poderá diminuir a eficiência de frenagem e provocar ruídos (oleosidade da pele).
Outro tipo de contaminação se dá no momento da sangria, quando o mecânico inicia o procedimento (caso ele não remova algum resíduo de terra ou sujeira) contido no bico da sangria, esse resíduo é literalmente empurrado para dentro do sistema de freio, contaminando o fluido e causando arranhões nos pistões e pinças do freio.
Não existem formas 100% eficientes para limpeza de discos e pastilhas, portanto, evite ao máximo a contaminação.

Processo de queima

Processo que deve ser realizado em todo e qualquer freio a disco para garantir uma boa frenagem. Essa informação está presente nos manuais de utilização dos melhores freios. Nunca deixe de seguir as instruções de uso de seus equipamentos, somente assim pode ser garantido o melhor desempenho dos equipamentos.
Como deve ser feito? O processo de queima é simples e consiste em transferir uma pequena camada de composto da pastilha ao disco do freio. Isso aumenta consistentemente a eficiência do freio.
Os discos precisam ser queimados e as pastilhas precisam ser polidas. Ao substituir um ou outro, ou em uma bicicleta nova, siga os passos abaixo para obter o máximo proveito de seus freios.
 
• Lembre-se sempre de que se um disco é substituído, as pastilhas devem ser substituídas também.
 
• Queimar num disco refere-se à transferência de um pouco do composto do bloco para a superfície do disco. Isso ajuda na aderência da pastilha ao disco. Polimento das pastilhas se refere a polir a superfície das pastilhas de modo que elas tenham uma maior aderência ao disco.
 
• Leva cerca de 20 paradas para que a queima ocorra. É importante fazer isso em condições seguras.
 
• De preferência no asfalto, pegue a bike e pedale até alcançar uma boa  velocidade e, em seguida, com firmeza e uniformemente, acione os freios até que a bike venha a quase uma parada completa. Repita esse processo de 10 a 20 vezes.
 
• Se a bike for usada muito antes da queima, o processo pode ser arruinado. Sinais de que isso ocorreu são ruídos e falta de potência.

Ajustes

• O ajuste de alcance é a possibilidade de aproximar ou afastar do guião a alavanca de acionamento do freio.
• Curso livre é o ajuste que determina o quanto a maçaneta de acionamento se move sem acionar os pistões.
• Contato é o ajuste da distância entre o disco e as pastilhas de freio.
É isso! Sempre procure orientação profissional e utilize equipamentos e peças de reposição originais. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Ajuste rápido de câmbios
Foto: Ronaldo Huhm - Instrutor Técnico Shimano Latin America
O assunto deste artigo é de interesse de todos os amantes das bikes: ajuste de câmbios. Esse procedimento é simples e essencial, pois ajuda a preservar as peças da transmissão e evita que o passeio seja encurtado devido a uma possível quebra do componente.
Começamos o procedimento pelo câmbio dianteiro, que pode realizar uma comutação para coroas duplas ou duas comutações, em casos de coroas triplas. Este é um componente muito importante e o ajuste apropriado facilita muito a pedalada. Mas nem só de ajuste vive o câmbio dianteiro. É importante mencionar a compatibilidade de produtos.
Como mencionado, os câmbios podem ser:
  • Duplos (duas coroas)
  • Triplos (três coroas)
Atenção: procure evitar misturar produtos de marcas diferentes, pois os fabricantes empregam tecnologias diferentes que, se combinadas, podem não apresentar um bom rendimento.
As especificações do produto devem ser respeitadas para obter um rendimento de mudança satisfatório. É muito comum a combinação incorreta: coroas duplas X câmbio triplo. Existe a falsa impressão de que basta limitar o câmbio triplo que irá funcionar com coroa dupla, mas cada câmbio possui um perfil próprio, por isso é necessária a combinação do conjunto.

Raio X de um câmbio dianteiro

Agora que você já conhece alguns detalhes do câmbio dianteiro já podemos falar um pouco da regulagem. Ao observar o câmbio de perto você notará parafusos com as inscrições “H” e “L”, que significam HI e LOW, uma referência para a velocidade que aquela posição lhe proporcionará: HI - alta velocidade e LOW - baixa velocidade.
Ao ajustar o parafuso “H” você limitará a amplitude de movimento do câmbio, evitando assim que a corrente caia para fora do pedivela.
Ao ajustar o parafuso “H” você limitará a amplitude de movimento do câmbio, evitando assim que a corrente caia para fora do pedivela.

Trocadores

Além dos batentes, outro ponto muito importante para o funcionamento correto do câmbio é a tensão do cabo. Os câmbios são acionados a partir de um trocador ou alavanca que recolhe ou libera o cabo de acordo com o acionamento, fazendo com que o câmbio se mova conduzindo a corrente pelas engrenagens (coroas ou cassetes). Para que essas alavancas acionem os câmbios corretamente, de acordo com o passo indexado de cada marcha, a tensão do cabo deve ser apropriada: nem muito esticada nem muito frouxa.
Quando triplo, posicionado na coroa do meio e cassete maior, a placa interna do câmbio deve estar a 0.5 mm de distância da corrente. Na alavanca, geralmente existe um “esticador” que permite realizar o ajuste de tensão do cabo, possibilitando a sincronia das marchas. O procedimento para esticar ou soltar o cabo é o mesmo tanto para o câmbio dianteiro quanto para o traseiro. Em ambos podemos esticar ou afrouxar os cabos através desse esticador que fica posicionado no trocador ou no câmbio traseiro, mas nunca no câmbio dianteiro.

Câmbio Traseiro

No câmbio traseiro também existem os batentes ou limitadores que, assim como no dianteiro, possuem a mesma função, ou seja, limitar a área de atuação do câmbio. No entanto, no câmbio traseiro existe um outro parafuso de ajuste muito importante: o parafuso de “tensão B”.

Posicionamento do limitador de alta velocidade

Mas, cuidado: existe um ponto ao qual é necessária atenção: a gancheira do câmbio (parte do quadro da bike onde é fixado o câmbio traseiro). Caso haja uma queda ou batida no câmbio, essa peça serve como um fusível (inclusive, esta palavra é utilizada para designar a gancheira em alguns países latinos). Caso ela entorte, isso influenciará no trabalho do câmbio, uma vez que o mesmo ficará fora de alinhamento dificultando o ajuste e a troca das marchas. Nesse caso, procure uma loja especializada o quanto antes para realizar o alinhamento da gancheira ou até mesmo a sua troca. 

Posicionamento do limitador de baixa velocidade



segunda-feira, 27 de outubro de 2014


Canotes são simplesmente os tubos que prendem o selim ao quadro da bicicleta. Porém, apesar da função simples, é preciso saber escolher o modelo correto.


Canotes
Foto: Pedro Cury

Diâmetro

O diâmetro do canote não dá muita margem para escolha. É preciso que seja compatível com o diâmetro do quadro para que encaixe de maneira correta. Se for maior, não entrará no quadro e se for menor, ficará frouxo e não poderá ser fixado. Existe um certo padrão no mercado, porém existem exceções e canotes antigos com medidas fora desses padrões. Apesar das diferenças de diâmetros ser milimétrica, é muito importante usar a medida correta, pois o uso contínuo de uma medida errada pode danificar o quadro a longo prazo. Existem também adaptadores para o uso de um canote menor em um quadro de diâmetro maior, alguns deles funcionam corretamente, mas não é a solução ideal. 

Comprimento

Essa é a medida mais importante, pois vai definir o quanto o ciclista poderá levantar o selim. Além de verificar se a altura é correta para quem vai pedalar, também é preciso estar muito atento a quanto o canote entra. É preciso que ele ultrapasse a junção entre os tubos (ver figura), caso contrário há chances de danificar o quadro mesmo no primeiro passeio.
Aqui há alguma margem para escolhas. Caso a mesma bicicleta seja usada por mais de uma pessoa, é preciso escolher o canote que atenda a pessoa mais alta. No caso também da compra de um canote especial mais caro, um tamanho maior também é interessante, já que dará mais chances de aproveitá-lo em outras bikes ou em futuros quadros. Mas então, por que não comprar sempre um canote maior? Por dois motivos: nem sempre cabem em todos os quadros (pois o tubo do selim pode mudar de diâmetro internamente) e porque é um peso extra desnecessário. 

Material

Canotes podem ser feitos em aço, alumínio, titânio e fibra de carbono. A diferença principal será o peso.

Peso

Apesar de não ser o lugar mais importante para tirar peso da bicicleta, o canote também representa uma oportunidade. Um canote de mesmo diâmetro e medida pode ter uma diferença de peso de mais de meio quilo. Aqui vale a mesma regra geral dos outros componentes da bike: quanto mais leve, mais caro. Existem canotes de competição que são tão leves a ponto de restringir o uso de acordo com o peso do atleta.

Design

O design é outra característica importante. Aqui não falamos do design do tubo em si, mas sim do mecanismo que prende os trilhos do selim - popularmente chamado de "castanha".
Compatibilidade
Esses trilhos possuem diferentes diâmetros nos selins mais especializados e alguns canotes acabam tendo uma castanha específica para um determinado diâmetro máximo. Alguns selins também possuem o trilho com um formato oval, ao invés de circular, causando também essa incompatibilidade. Existem também sistemas especiais, nos quais ao invés de um par de trilhos, o selim possui outro tipo de encaixe. Nesse caso, o canote também precisa ser compatível.
Mecanismo de funcionamento
Outra característica da castanha é como ela permite o alinhamento do selim, tanto no ângulo que ele faz com o solo, quanto à sua distância horizontal. Alguns mecanismos são muito mais complicados de usar que outros ou não permitem um ajuste tão preciso. Existem castanhas que usam apenas um parafuso para fixação e ajuste do selim e outros que chegam a usar até 4.
Escala gráfica
Alguns canotes possuem ao longo do tubo uma escala com números impressos, o que serve como referência de altura para o ciclista. Assim, quem precisa ficar abaixando e subindo o selim constantemente ou compartilha a bicicleta, pode anotar ou memorizar a medida correta quando precisar reajustar. Algumas castanhas também possuem uma escala para a angulação e uma seta para o ajuste correto com a escala do trilho do selim.

 

Tecnologias Especiais

Canotes com suspensão
Existem alguns canotes no mercado que possuem sistema de suspensão integrado. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, isso não substitui a suspensão traseira da bicicleta, uma vez que não estão ligados à roda e só funcionam com o ciclista sentado. O uso é indicado apenas para maior conforto em bicicletas de passeio, especialmente devido ao peso extra. Recentemente, surgiu uma exceção: a marca alemã Canyon lançou um sistema de amortecimento com a própria estrutura de carbono do tubo do canote, oferecendo um maior conforto nas bikes de estrada, sem adicionar peso extra.
Canotes anti-vibração
Diferente dos canotes com suspensão, esses prometem diminuir as vibrações geradas em bicicletas de estrada de competição. Parece um detalhe pequeno, mas estamos falando de atletas que ficam por muitas horas seguidas em cima do selim.
Canotes Ajustáveis
Conforme mostramos na edição 009, a grande novidade do mercado são os canotes ajustáveis. Eles permitem o ajuste rápido (inclusive através do guidão) da altura do canote, sem a necessidade de desmontar da bicicleta.
Canotes Inclinados (set back)
Esses modelos, ao invés de seguirem uma linha reta, possuem uma inclinação para trás. Isso serve para uma melhor adaptação da posição do selim em alguns modelos de quadro e estrutura de atletas. Algumas vezes, um quadro pode ficar pequeno para o ciclista e um canote set back acaba por rdiminuir o problema.
Canotes Aerodinâmicos
Alguns canotes de bicicletas de estrada e triatlo possuem um formato oval para ser mais aerodinâmico. Porém, são compatíveis apenas com quadros específicos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


Revisão geral de câmbio
Foto: Shimano

Material Necessário

1.    Chave Allen 3 mm 
2.    Chave Allen 5 mm 
3.    Chave Phillips 
4.    Desengraxante 
5.    Graxa
6.    Pano limpo 
7.    Luvas de borracha
Desta vez vamos mais fundo na brincadeira. Sabe aquela história de "com as peças que sobrarem é possível montar um robozinho?". Pois bem, nesse caso não podemos nos dar a esse luxo. Os câmbios da bicicleta demandam uma manutenção periódica, que deve ser feita com muita atenção aos detalhes. São muitas peças pequenas e parafusos com roscas delicadas, por isso, é necessário muito cuidado.
Iniciamos a revisão removendo o câmbio da bicicleta, com o auxílio de uma Chave Allen 5 mm.
Após a remoção do câmbio, desmonte-o conforme os passos a seguir:
  • Solte as polias com a Chave Allen 3 mm. 
  • Remova o parafuso da mola principal com a Chave Allen 5 mm para soltar a haste do câmbio.
  • Remova os retentores dos rolamentos das polias.
  • Junte todas as pequenas peças e prenda com um anel ou abraçadeira plástica, para não perdê-las.
  • Lave tudo com um desengraxante.
Remova os retentores com cuidado. Esses retentores possuem uma lâmina metálica por baixo da borracha, tome cuidado para não amassar ao retirar o selo. Observe a condição do rolamento, caso ele esteja danificado será preciso substituir a polia.
Limpe bem as peças. Aplique desengraxante em todas. As partes articuladas do câmbio merecem atenção especial, mas nunca aplique solvente, pois nessas articulações existem anéis de borracha que são sensíveis a esse produto.
Esfregue bem com uma escova (pode ser uma escova de dentes) para alcançar os pontos mais difíceis. Para a sujeira mais impregnada, utilize uma escova de roupas com cerdas firmes.
Como em qualquer processo de revisão, as peças devem ser organizadas de forma a agilizar a montagem após a limpeza.
Organize as peças limpas
Após a desmontagem, lave todas as peças com cuidado e atenção. Agrupe todas as pequenas peças para não perdê-las! Para isso, você poderá utilizar uma abraçadeira plástica, pedaço de fio ou arame.
Após a limpeza de todas as peças, inicie a remontagem do câmbio.

Montagem

  • Atenção à posição para encaixe da mola.*
  • Posicione o anel de aço.
  • Instale o eixo central.
  • Aperte o eixo com Allen 5 mm.
* Ponto onde é possível “ajustar” a tensão da mola.
  • Gire a haste do câmbio como na figura.*
  • Instale o parafuso batente da haste.
  • Aperte com uma chave Phillips.
*Cuidado, a haste pode prender sua mão, caso você a solte.

Lubrificação e Montagem das Polias

  • Aplique graxa especial no rolamento.
  • Espalhe bem para a graxa penetrar no rolamento.
  • Recoloque o retentor.
O rolamento das polias deve estar sempre lubrificado, caso contrário a polia poderá travar e levar à quebra do câmbio.

Montagem da Polia Guia

Aplique graxa no rolamento, espalhando para que a graxa penetre nas esferas. Em seguida, recoloque o retentor. A polia guia possui esferas muito pequenas, cuidado ao manusear esse rolamento, pois as esferas são soltas.

Montagem da Haste

Monte a polia guia e a haste interna apertando o parafuso da polia, pois caso esse parafuso se solte, o câmbio poderá se quebrar. Para finalizar, instale o câmbio na bike e ajuste. 
Pronto para mais aventura! Bons treinos!